Mantenha seu site online. Dicas de Segurança em WordPress

fevereiro 6th, 2017
by edufrick

Retomo as publicações com um tema que vem me atormentando há anos. Gerencio vários sites feitos em WordPress (inclusive este) e tenho visto como este CMS é alvo de ataques de todos os tipos de hackers, invasões, malware, etc.

Sites em WordPress parecem ser o ‘saco de pancada’  de todo aspirante a hacker. E há milhões deles na China, Rússia, países árabes, EUA e no Brasil. Eles atacam indiscriminadamente, sem distinção de credo, raça ou nacionalidade. Têm preferência a sites que estão parados e não recebem atualizações e por isso são mais fáceis de invadir.

É sempre melhor prevenir do que remediar. Em casos de sites invadidos, o remédio é caro. Horas serão gastas na remoção das porcarias inoculadas no conteúdo, arquivos escondidos no meio de inúmeros outros nas pastas e diversas outras artimanhas preparadas para facilitar novas invasões no futuro. Atualmente temos serviços online de monitoramento e limpeza de malware bastante eficientes e ferramentas de backup na nuvem que automatizam a cópia dos arquivos e simplificam a restauração de um site.

Os backups também serão muito úteis na prevenção de encrencas advindas da atualização de plugins, temas e do próprio WordPress. Por incrível que pareça,  muitas vezes uma atualização leva o site a sair do ar. Ou porque o plugin X é incompatível com a versão Y do WordPress, ou porque a instalação foi mal sucedida, ou porque a rebimbela do database falhou… o que importa é que o site some e você é obrigado a restaurar os arquivos com urgência.

Para monitorar os sites e evitar invasões, recomendo os serviços do Wordfence e do Sucuri. Os plugins gratuitos detectam ataques e mostram os arquivos que devem ser eliminados. Se o estrago for muito grande, existem os serviços pagos de consultoria e limpeza.

Plugins de backup existem vários, mas até agora ainda não vi nenhum que superasse a eficiência do bom e velho WinSCP e seu recurso de sincronização. Para quem não gosta ou não sabe se conectar via FTP, recomendo a versão gratuita do WordPress backup to Dropbox que permite a programação do backup (semanal, mensal, …) e a escolha de quais arquivos devem ser copiados.  O backup da base de dados também é importante e também pode ser feita para o Dropbox ou outros fornecedores de cloud computing, usando o plugin WP Database Backup.

O plugin “Backup and Restore Dropbox” é também muito bom. Copia e restaura arquivos e banco de dados de maneira simples e também pode ser configurado de diversas formas. Eu costumo programar os backups para uma vez ao mês e sempre executo um backup extra antes de atualizar o WordPress.

 

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Mestre Sala – um novo restaurante no Rio de Janeiro

dezembro 11th, 2014
by edufrick

logoEra uma daquelas tardes despretensiosas em que todo o trabalho rotineiro já estava em dia e eu estava procurando alguma novidade. Eis que aparece uma mensagem de uma amiga antiga, Cíntia Castro, subeditora da Revista Comunità Italiana e parceira trabalho de longa data: “Como está seu tempo para produzir um site para um restaurante”?

O restaurante ainda estava em obras quando acertamos propostas, valores e planejamento de trabalho. O site foi produzido em WordPress com um tema premium desenvolvido especificamente para restaurantes, cafés, etc. A customização foi necessária para deixar o site com um look fora do convencional – estamos falando de um restaurante de gastronomia refinada e um bar com bebidas escolhidas à dedo – adicionando brasilidade ao design e ginga carioca ao conteúdo.

A home page do Site Metre Sala

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Fim de Jogo 2014: 10 anos em casa nova!

dezembro 13th, 2013
by edufrick

O Fim de Jogo é arroz de festa aqui no Blogfólio. Também, pudera, ele é gerido pela minha Über-companheira de trabalho, amiga e consultora em variados assuntos – de empreendedorismo a boas maneiras em público – Cristina @fimdejogo Dissat. Ela mantém o projeto desde 2004, quando começou a registrar as confusões que aconteciam nas ruas em volta do Maracanã. Alguns anos depois, acho que em 2007, Cristina me chamou para ser seu webmaster e movemos o seu fimdejogo.blogspot.com para um site de verdade, em WordPress. De lá para cá, passamos a monitorar a visitação do site:

Fim de Jogo - Page views de 2007 a 2013

Fim de Jogo – Page views de 2007 a 2013

Reparem que em 2008 e em 2010 o gráfico de visitas desacelera. Em 2008, uma punição do Google por causa de uma estranha invasão de malware retirou o fimdejogo das páginas de respostas do indexador por meses. Temos aqui vários artigos sobre esse assunto. Em 2010… não lembro o que houve 🙂 preciso conversar com a Cristina e depois atualizo este artigo.

O site passou por alguns provedores e planos de hospedagem, sempre buscando manter-se estável e de rápido acesso, porém atendendo uma demanda sempre crescente. Neste final de 2013, ao chegar à marca de 700 mil pageviews e recebendo picos de até 12 mil visitantes em dias de jogos importantes, decidimos por abandonar os servidores compartilhados dos provedores convencionais e partir para um servidor virtual privado.

Integramos à equipe o velho guru Andrews Medina, que nos ajudou a escolher o DigitalOcean como provedor e a preparar nossa máquina virtual para instalarmos o wordpress e copiarmos todos os trocentos arquivos e imagens que compõem o acervo do Fim de Jogo.

Em 2014 o Fim de Jogo completará 10 anos. Teremos Copa do Mundo, depois Olimpíadas etc. Acreditamos que será um futuro de muito trabalho e este gráfico de visitas tenderá a subir ainda mais. Estamos preparados!

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Um novo site para um velho cliente

novembro 1st, 2013
by edufrick

Imagem em 3 dimensões da estrutura da home page nova da SBEM.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM –  é uma das sociedades médicas pioneiras na divulgação da sua atuação e de seus eventos por meio da internet. Com o nome de “Portal Endocrinologia”, o website da sociedade foi inaugurado em meados de 2003. O primeiro registro no Wayback Machine é de 24 de agosto daquele ano.

Em agosto de 2007, fui chamado para assumir a responsabilidade técnica do website. De lá para cá, escrevi diversas vezes sobre os problemas enfrentados no início até os recentes projetos em andamento. Atualmente recebemos 280 mil visitantes por mês (dados de outubro/2013). Isso é mais do que o ano de 2007 inteiro (219 mil). Nada mau. Além disso, a SBEM conta com aproximadamente 8 mil fãs no Facebook e 4.500 seguidores do @endocrinologia.

Recentemente inauguramos um novo layout, cujo código html/css foi todo refeito em um novo grid (Bootstrap 3) concebido para funcionar primariamente em aparelhos móveis (mobile first, um conceito interessante descrito aqui pelo Diego Eis). Agregamos, também, as melhorias no funcionamento do CMS que concentra o trabalho dos editores de conteúdo e das secretarias da SBEM.

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Rosana Lanzelotte 2013

janeiro 22nd, 2013
by edufrick

reportagem do jornal do commercio

Rosana é uma das minhas primeiras clientes, ainda do tempo em que eu criava páginas com enormes tabelas em HTML com fatias de imagens feitas no Photoshop ou no Fireworks. A primeira versão do seu website é tão antiga que tive que usar o WaybackMachine para resgatá-la, no fundo do baú do mês de agosto de 2000.

Além de ser uma das minhas primeiras clientes, Rosana Lanzelotte é uma das mais aplaudidas artistas brasileiras. Sua discografia inclui obras raras de Bach e Haydn, sonatas do português Avondano e peças brasileiras para cravo. Resgatou em livro e em CD as obras de Sigismund  Neukomm, que inauguram o repertório de música de câmara no Brasil.

Rosana está sempre pesquisando e inventando projetos novos. De 2000 para cá estive envolvido em alguns deles: o “Música nas Igrejas” durou mais de 10 anos e encantou milhares de pessoas que tiveram a chance de escutar música clássica em diversas igrejas do Rio de Janeiro. Mais recentemente ela lançou o portal Musica Brasilis, que objetiva resgatar e popularizar o acervo musical de autores brasileiros tais como Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga.

Apesar, ou talvez, por causa, de seus inúmeros afazeres, projetos, ensaios, apresentações, gravações etc, o site da cravista se manteve praticamente parado de 2005, quando recebeu uma reforma no layout, até dezembro de 2012, quando, enfim, iniciamos o processo de revitalização do site. Optamos pela plataforma do wordpress e escolhemos um tema “premium” específico para a produção de portfólios.

Espero que gostem do novo http://lanzelotte.com

 

 

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Making Of – Dia Mundial do Diabetes 2012

agosto 22nd, 2012
by edufrick
layout da home page

Dia Mundial do Diabetes 2012

Há alguns anos, fiz uma pesquisa para criar um relógio que contava as mortes relacionadas ao diabetes. Programei para um contador somar 1 óbito a cada 5 minutos. Diabetes é um problema de saúde pública avassalador, que dizima a população desde os tempos da revolução industrial e ainda hoje, em pleno século XXI, ainda não obteve a notoriedade e a importância que merece.

O website do Dia Mundial do Diabetes procura tirar este atraso e promover uma maior conscientização sobre o tema. Junto com as redes sociais e antenado com as ações da IDF – a entidade internacional – conseguimos, ao longo dos anos, agregar toda uma comunidade. Só no Facebook, o DMD tem mais de 4800 simpatizantes, mais uns 2000 seguidores do Twitter e incontáveis colaboradores nas fotos do Flickr e vídeos no Youtube.

Estamos usando Python/Django neste projeto há alguns anos. A cada ano o CMS recebe upgrades do framework (versões novas do Django), das ferramentas administrativas – a interface ‘Grapelli’, o editor de texto, o gerenciador de arquivos, etc; e também a cada ano o site recebe uma roupagem nova. Recriamos o layout com as mais recentes técnicas para a codificação html e css. Neste ano estamos implementando o conceito de design responsivo, em que o site procura se adaptar ao browser do usuário.

Em termos de design, inovamos retirando o tradicional menu vertical da lateral da home page. Os itens do menu que eram realmente necessários e úteis foram transferidos para um menu horizontal que fica bem abaixo da linha de rolagem do navegador. Estamos trazendo o foco da atenção do usuário para a região central da home page. Com isso ganhamos espaço precioso na parte de cima da página, onde podemos brincar com a diagramação das chamadas principais.

O dia mundial do diabetes é 14 de novembro, mas a Sociedade Brasileira de Diabetes começa a promover a campanha sempre com boa antecedência, e os resultados desse empenho prévio são visíveis depois, nos relatórios de visitação do site.

O novo site foi lançado em seu ‘modelo básico’ e melhorias serão adicionadas no decorrer das semanas. A linha do tempo será incrementada, colocaremos um mapa das atividades programadas por todo o Brasil e a manchete contará com um slideshow bonitinho.

 

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SBEM – Novos projetos

julho 24th, 2012
by edufrick

visão em 3D do código da home page da SBEM, mostrando a estrutura criada em 2008

Trabalho em parceria com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) desde 2007. Naquele ano, contamos 219 mil visitas ao website endocrino.org.br. Atualmente, o website conta com 220 mil visitas a cada 4 meses. Isso equivale a dizer que a visitação triplicou.

O site antigo perdurou até 2008, quando, de uma só vez, publicamos novos layout, sistema administrador e uma completa revisão de conteúdo. Aposentamos o velho sistema administrativo em PHP e adotamos o Python e seu framework Django como nova plataforma.

A parceria deu certo e rendeu frutos. As regionais de São Paulo e do Distrito Federal e os Departamentos de Endocrinologia Feminina e Andrologia, de Endocrinologia Pediátrica e o de Tireoide também contrataram meus serviços para refazer seus websites, assim como a revista dos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia – ABEM.

O sistema administrativo destes websites têm sido aprimorado de modo a oferecer novos e melhores recursos para todos os seus clientes: a equipe de editores de conteúdo, jornalistas, secretárias nacionais e regionais que utilizam o site como ferramenta de trabalho; e os Associados e o público em geral como público final.

Entre as melhorias ocorridas, podemos citar a implementação de um administrador de inscrições em eventos, um gerador de formulários para publicação de qualquer tipo de cadastro que a SBEM solicite, galerias de vídeos e, principalmente mas não finalmente, a integração das anuidades dos associados ao Pagseguro, da UOL.

Todas essas ações transformaram o website endocrino.org.br em uma melhor ferramenta e fonte de consulta. A Área Científica, atualmente de acesso restrito aos associados adimplentes, é uma das páginas mais visitadas.

Recentemente, migramos todos os websites da SBEM para um servidor do provedor Linode.com. Optamos por sair do VPS do Dreamhost quando os problemas esquisitos e sem solução começaram a se acumular. O Linode tem se mostrado extremamente estável e o Django funciona perfeitamente. Todos os “erros 500” que povoam as chamadas técnicas do Dreamhost, sumiram, ficaram por lá.

Continuo usando o Dreamhost para gerenciar os vários domínios com “redirects”, para hospedar os blogs (feitos em wordpress) relacionados aos websites principais e para manter armazenados os videos e outros materiais pesados que exigem muito espaço – item caro no Linode e que é ilimitado no Dreamhost.

A código HTML criado em 2008 atualmente está defasado e merece uma boa reforma. Nesse meio tempo, novas versões dos navegadores foram lançadas; a conexão de banda larga ficou cada vez mais barata e acessível e novos aparelhos e melhorias na telefonia celular estão transformando o cidadão comum em um internauta, com recursos e facilidades que em 2008 ainda não eram sequer cogitadas. Hoje em dia, fazemos a programação visual da página usando “CSS grids” que simplificam bastante a manutenção do código e deixam a página leve.

Está em projeto, também, a criação de uma API para permitir que websites previamente cadastrados consultem informações pré-determinadas do cadastro de associados da SBEM. Temos vários exemplos de sites que poderiam se beneficiar – websites das Regionais, de congressos e outros eventos que ofereçam desconto para associados.

 

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Quando fica pronto?

julho 19th, 2012
by edufrick

Assunto tinhoso esse, de prazos. É sempre assim: No final da reunião, depois de horas negociando todos os detalhes do projeto, resolvido o preço e a forma de pagamento, ocorre o momento mais tenso – quando o cliente pergunta

— quando fica pronto?

A resposta exata para esta pergunta é absolutamente inadmissível em uma reunião de negócios: Nunca.

É, pois é, na minha profissão é assim: o “produto” que eu vendo nunca fica pronto. Um website, na verdade, não é um produto como um livro que o autor escreve, o gráfico imprime e a editora vende. Website é um serviço. Eu costumo dizer aos meus clientes que eles estão adquirindo sarna para se coçar. E é verdade, ou, pelo menos, condiz com tudo o que eu tenho escrito aqui neste blogfolio. Um website é um serviço contínuo, que obviamente passa por um período de criação e desenvolvimento e que, um dia, será associado a um registro de domínio e, assim, disponibilizado ao grande público através da internet.

— E neste dia, digamos, de inauguração do website, ele estará “pronto”?

Não. O “dia da inauguração” costuma ser um dos dias em que mais ideias aparecem para aprimorar o website, das mais variadas formas. É quando o presidente da empresa de fato visita o site, mostra pros amigos, colhe suas próprias impressões e anota sugestões para melhorar aqui e ali. É quando também o editor e o webmaster têm os primeiros resultados da visitação e já começam a pensar em ajustes e melhorias. Em outras palavras, o website que no início do dia estava “pronto”, no final da tarde tem uma lista enorme de coisas a fazer.

Mas eu não posso dizer “nunca” na hora em que me pedem um prazo. Não convém. Então vamos trocar o “quando fica pronto?” por questão um pouco mais complexa, mas que na prática quer dizer exatamente o mesmo:

— Qual é o tempo mínimo necessário para a criação e desenvolvimento do website e seu sistema administrador, para a arquitetura da informação, a organização e publicação de conteúdo?

Ah, agora a pergunta complicou, e merece uma resposta igualmente complicada, cheia de senões e dependências. Depende da urgência, da verba disponível, da quantidade e qualidade do conteúdo a ser publicado, e quanto mais esmiuçarmos o projeto, encontraremos mais pontos de entrave. Alguns fatores inerentes ao projeto dificultam: Um website é um projeto em que vários profissionais interagem – programadores, designers, jornalistas, secretárias, fotógrafos, estagiários, presidentes – e nem sempre interagem em sincronia. As equipes mudam de acordo com a demanda do projeto e também de acordo com as necessidades pessoais de cada um dos envolvidos.

— Mas há que se definir um prazo, e pare de enrolar, que você já escreveu mais de 400 palavras e ainda não me disse: QUANDO FICA PRONTO?

Digamos que o conteúdo – texto, imagens, vídeos, áudio etc – estejam prontos e revisados, que o layout já foi aprovado em todas as esferas hierárquicas da empresa, que a operação do sistema administrativo foi assimilado pela equipe de atualização, então OK, podemos definir o prazo de desenvolvimento do website em X dias.

— Ótimo. Meu site será lançado daqui a X dias.

Sim, enfim chegamos a um acordo, mas estamos partindo de premissas utópicas. A experiência cotidiana me mostra outra realidade.

  • O conteúdo é uma coisa infinita, tanto em tamanho como em complexidade, e quem edita conteúdos sabe – quanto mais se edita, mais se encontra o que editar. E website é assim mesmo: atualização constante, renovação constante.
  • O layout costuma ser aprovado em instâncias – uma primeira versão é apresentada ao editor de conteúdo, depois ao departamento de comunicação da empresa cliente, depois à gerência, depois à diretoria e enfim à presidência, na véspera do dia da inauguração. Cada uma das instâncias colabora com críticas e sugestões. Caso aconteçam muitas alterações no projeto inicial, todas as instâncias deverão ser revisitadas.
  • O sistema administrativo sempre parte de um básico e evolui para uma ferramenta que atenda bem  às necessidades específicas do cliente, e isso é um processo gradativo que começa a funcionar bem quando o cliente coloca, de fato, a mão na massa para trabalhar, isto é, depois da inauguração do website.

Portanto, vamos pingar alguns conselhos para uma boa negociação de prazos e a consequente redução do stress global na hora fatídica do ‘quando fica pronto?’

  • Quando uma data define o prazo – um hotsite de uma data comemorativa, ou o lançamento de um projeto imobiliário, ou qualquer outra razão que imponha um limite real – mãos à obra porque o relógio não para. Mas quando não houver uma data pré-definida, faça primeiro uma estimativa (15 ou 20 dias, ou 45 a 60 dias, dependendo do tamanho do projeto) para, em uma reunião posterior, estipular uma data concreta para a inauguração do website.
  • Sejamos claros e realistas na definição do prazo.  Um cliente consciente das adversidades que ocorrem durante o desenvolvimento de um website e do trabalho que dá para atualizar o conteúdo, será mais compreensivo na hora de negociar um prazo dentro das possibilidades de ambas as partes. Um cliente iludido ou mal informado nunca vai considerar o website “pronto” o suficiente para ser inaugurado.
  • Entenda o funcionamento da empresa do seu cliente para poder oferecer a melhor opção para manutenção e/ou atualização de software. Alguns merecem acompanhamento e atualizações constantes, outros podem preferir optar pelo upgrade anual ou querer montar um pacote de serviços e melhorias a posteriori.
  • Defina no contrato uma “data limite para inauguração” do website que transcenda alguns detalhes “inacabados” que podem ser melhorados/consertados depois que o site estiver aberto à visitação. Muitos clientes que pressionam o prazo durante todo o período de desenvolvimento, quando chega a hora de inaugurar o website, interrompem o processo porque “o presidente que fará a aprovação final está viajando” ou outro motivo qualquer.
  • Em projetos em que não haja um deadline definido, não vincule, no contrato de serviços, o pagamento final à data de inauguração do website. Por definição, o pagamento contra-entrega de uma coisa que nunca fica pronta tende a encrencar.
  • Dê uma margem razoável para as intempéries que nos pegam de surpresa – bugs, acidentes, granizo, doenças, demoras na propagação de DNS etc, e coloque o website no ar com alguns dias de antecedência no servidor e domínio definitivos. No dia da inauguração apenas troque o conteúdo do ‘robots.txt’ de modo a habilitar a visitação dos robôs indexadores.
  • Faça uma festa na inauguração do website. E convide o webmaster.

 

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Eu não quero um site, mas estou sendo obrigado a ter um. Você faz para mim?

abril 20th, 2012
by edufrick

Vamos explicar melhor: a pergunta “eu quero um site, você faz para mim?” é tão comum na minha rotina que eu resolvi escrever a respeito. E o assunto rendeu tanto que já escrevi 6 artigos com variações sobre o mesmo tema.

Mas, depois de alguns anos estudando e analisando o comportamento desta suposta pessoa leiga e por vezes ingênua que eu inventei em meus artigos para representar o pensamento médio das pessoas de verdade que vêm me consultar a respeito de websites, Cheguei a uma conclusão terrível, paradoxal, mas que explica muita coisa antes inexplicável dentro da relação webmaster – cliente: Este, no fundo do seu subconsciente, na verdade NÃO QUER ter um site. Ele na verdade PRECISA ter um website porque toda a sociedade o pressiona, o sistema capitalista exige, o concorrente da esquina já tem um e outro dia inaugurou uma página no Facebook também.

Os mais letrados na Web-cultura irão fazer a comparação com a velha máxima do guru Jakob Nielsen: “Como os Usuários Lêem na Web? … Não lêem .” . Poderíamos dizer, neste mesmo modelo: “Como os clientes querem um site na web? … Não querendo.”

É fato: o Cliente não quer um site. Ele, no máximo, precisa de um. E se decidir por fazer um, vai encarar os custos como mais uma conta a pagar no fim do mês e não como investimento. E ele ainda terá que se virar para atualizar o conteúdo para que o site não inverta sua função e passe a contestar a imagem da sua marca ou da sua empresa. O que mais se vê por aí são empresas bem estabelecidas com sites antiquados, desatualizados ou com “páginas em manutenção” que mais difamam do que divulgam.

O Cliente que não quer um site frequentemente já teve péssimas experiências com amadores e/ou picaretas que os convenceram de que ‘fazer um site é fácil, a gente monta um rapidinho’ . São vários os relatos de gente que pagou adiantado para fazer um site que não saiu do protótipo; gente que usou todo o capital reservado na produção do site e não há dinheiro para contratar alguém para atualizar a home page de tempos em tempos; e outras histórias tristes em que a moral é sempre a mesma: conheça o profissional que você está contratando. Procure uma segunda opinião. Compare não só preços. Cuidado, muito cuidado com as soluções baratas e fáceis ao mesmo tempo.

O Cliente que não quer um site tende a ignorar o parágrafo 43 do contrato de serviços – “o cliente é o responsável pela coleta e organização das informações, bem como pela posterior rotina de atualização do conteúdo”. – Ilustrações, fotos, videos e qualquer coisa que não seja texto não serão cogitados: o cliente que não quer um site tem um bloqueio psicológico que o faz esquecer que um site precisa de fotos, vídeos, ilustrações e infográficos e etc e que tudo isso precisa ser planejado e orçado. Muitos citam o filho do vizinho que prometeu fazer o site com videos, slideshows, flash e tudo mais por 400 reais. Alguns perguntam se a gente não faria tudo de graça para depois receber quando entrar um patrocinador. A maioria fala “Tá, coloca umas imagens free aí. depois eu penso nisso”.

O cliente que não quer um site, como ele já deixou claro, não quer um site, e obviamente também não quer nem saber de redes sociais. Se o site já dá esse trabalho todo, imagina ter que gastar ainda mais horas ‘compartilhando’ no twitter e no facebook. Não é (só) aquela velha questão da real importância das redes sociais, que os gráficos das revistas sempre mostram em crescimento exponencial, uma onda avassaladora mas que nunca chega naqueles seus amigos que só usam o computador para baixar emails. É a estranha sensação de que o trabalho nas redes sociais não é “sério”, não é “business”. É mais uma brincadeira que se retroalimenta de seguidores e que, como tudo na internet, é uma faca de dois gumes bem afiados.

Os clientes que não querem um site raramente se interessam em medir o retorno do investimento. Como expliquei acima, eles contabilizaram o custo do site na coluna de despesas. Métricas serão sempre um assunto desinteressante, bom para gastar tempo nas reuniões com gráficos bonitos, mas ali, mais uma vez, está a retórica da internet falando a respeito dela mesma. Não interessa muito, ao cliente que não quer um site, saber que o site teve um incremento de visitantes na área XYZ porque nenhum desses gráficos mostra, na verdade, quantos desses visitantes vieram de fato a consumir/contratar o seu produto/serviço e, no final das contas, gerar grana no bolso dele.

Mesmo assim, eles precisam de um site, e eu farei este site para eles, e farei também o possível para mostrar que produzir e atualizar um site pode ser um excelente exercício diário para o cliente pensar e repensar o seu negócio e que poderá agregar bastante valor ao seu produto/serviço. Ter um site exige, de certa forma, um planejamento estratégico de marketing. Exige acompanhamento regular dos resultados da visitação para a tomada de decisões. Além de servir de ferramenta de divulgação do seu produto/serviço, o site também trará muita consciência ao empreendedor que investiu em sua produção.

 

 

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CEBDS – Sustentabilidade na Web

março 21st, 2012
by edufrick
hp antiga

a antiga Home Page

O site do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), precisava de uma boa reforma. Os problemas eram vários, a começar pela home page. A imagem ao lado foi capturada dias antes da inauguração do novo layout. Reparem como ela é comprida e assimétrica. A coluna da direita era tomada de anúncios e é um dos bons exemplos de banner blindness que eu conheço.

DCPress foi contratada para analisar e diagnosticar o website antigo, rever as rotinas de trabalho da equipe do departamento de comunicação do CEBDS, e projetar e desenvolver um website www.cebds.org.br novo em folha.

O conteúdo do website antigo foi revisto página a página e sua arquitetura foi reorganizada. O novo layout da home page deverá oferecer um visual contemporâneo sem deixar de focar na boa apresentação das notícias, do material institucional e das publicações do CEBDS.

O código HTML era um emaranhado de tabelas e tags antiquados, característico daquela época em que os conceitos de usabilidade ainda engatinhavam e o CSS Zen Garden ainda era novidade. O sistema administrativo cuidava apenas da publicação das notícias no topo da home page, todo o restante tinha que ser atualizado diretamente no código por um programador. A plataforma ASP.NET em um servidor dedicado cujo contrato serviço de manutenção expirou e um provedor sem suporte técnico completavam o quadro apocalíptico característico daqueles projetos em que é melhor recomeçar do zero do que tentar consertar o que há de errado.

Cristina @fimdejogo Dissat, antiga parceira em inúmeros outros trabalhos bem sucedidos, me chamou para coordenar toda a parte técnica do trabalho e manter consultoria constante para os editores de conteúdo. Foi uma honra e um desafio, ao mesmo tempo. Para começar a produzir um website eu sempre gosto de entender um pouco do assunto. Sustentabilidade não é exatamente um conceito novo para mim, mas o termo desenvolvimento sustentável, dentro do contexto em que as grandes empresas trabalham, é um universo ainda a ser explorado.

rascunhos da home page

rascunhos da home page

Criamos um novo domínio “cebds.dcpress.com.br” para hospedar o novo site enquanto o original continuaria online. O perfil do cliente e as especificações do projeto sugerem a utilização de uma plataforma de programação bastante robusta e ágil, pronta para atender a uma demanda constante de novos serviços e melhorias. A dupla Python/Django se encaixa perfeitamente bem nessa função. O CMS que Andrews Medina e eu desenvolvemos já foi testado em várias aplicações diferentes e se mostrou bastante versátil. O VPS  do Dreamhost, apesar deste provedor  nunca ter sido referência na hospedagem de sites Python/Django, até então estava prestando um serviço satisfatório, quando não excelente.

Instalamos o software básico e uma versão genérica do CMS para que a DCPress pudesse tratar da revisão, rearrumação e transferência do conteúdo do site antigo. Enquanto a equipe de conteúdo trabalhava, eu e minha trupe faríamos um novo projeto gráfico e a programação das templates utilizando o que há de mais novo em HTML, CSS e javascript para tornar as páginas rápidas, atraentes e, acima de tudo, perfeitamente legíveis em qualquer tipo de navegador.

O acúmulo de trabalho em diversos projetos simultâneos e a estranha sensação de estar cansado do meu próprio estilo me levaram a chamar três novos integrantes para a equipe. Decidi não mais fazer sozinho o projeto gráfico, o layout e a programação das templates. O layout, grafismos, estudos de cores e tipologias ficariam a cargo do meu amigo e multi-artista Fabio Darci. Entre outros inúmeros talentos, o carioca Fabio domina como poucos a arte de projetar páginas bonitas e funcionais.

A HP atual

Novas tecnologias estão aparecendo a todo momento para acelerar e incrementar a qualidade do Web Design: CSS frameworksGrids, novas aplicações para o Ajax e também novas e criativas maneiras de utilizar os tags do framework Django que simplificam a comunicação com o banco de dados. Para me ajudar a manter meus sites por dentro das mais recentes inovações, incorporei mais uma fera ao time de desenvolvedores: a matogrossense Mayza de Oliveira passou a cuidar dessa parte espinhosa – de transformar os delírios inventados no Photoshop em um código dentro dos rígidos padrões impostos.

Andrews me apresentou mais um desenvolvedor experiente em Django, o capixaba de criação Francisco Souza, que entrou para a equipe para ajudar na instalação do servidor no Linode e para trabalhar em paralelo com o Andrews na produção e customização dos aplicativos do CMS.

Uma equipe como essa exige a utilização de uma ferramenta de trabalho em grupo, um sistema de controle de versões para evitar a todo custo as temíveis “cabeçadas”, em que dois ou mais integrantes fazem a mesma coisa e um sobrescreve o trabalho do outro, ou o ainda mais terrível “deixa que eu deixo” onde todos pensam que alguém vai resolver o problema e ninguém resolve. Optamos por usar o Bitbucket – um serviço de hospedagem de projetos controlados através do Mercurial,  gratuito para pequenas equipes. Apesar do desconforto inicial de ter que aprender e adotar todo um procedimento (Pull -> Update -> Edit -> Save -> Commit -> Push -> Deploy) e de abandonar o bom e velho FTP para atualizar os arquivos diretamente no servidor do site, a solução do Bitbucket tem se mostrado realmente eficiente.

Nesse meio tempo, tivemos que trocar todos os nossos sites feitos em Python para outro provedor, por conta de vários problemas técnicos que começaram a pipocar e não foram solucionados pelo suporte do Dreamhost. Seguindo a recomendação de gente que entende do assunto, contratei um novo VPS no provedor Linode.com. Como num passe de mágica, todos os bugs esquisitos que geravam erros no servidor sumiram e o CMS voltou a funcionar perfeitamente. Além disso, o acesso aos sites ficou bem mais rápido.

Enfim, o novo site foi lançado na véspera do Carnaval 2012 e a resposta do público foi muito boa. Ainda é cedo para tirarmos conclusões a partir das métricas, mas, nessas primeiras semanas, simplesmente duplicamos a visitação média do site.

 

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  • Eduardo Frick

    Atualmente em versão 4.6, Eduardo é Webmaster, webdesigner, web-consultor, web-coordenador de projetos. Tem longa experiência em produção gráfica e é fluente em diversas mídias.

    É carioca da gema, mas mora em Mogi das Cruzes, São Paulo. De seu escritório/estúdio, projeta e cria websites, coordena equipes de desenvolvimento e de conteúdo, recruta e supervisiona o trabalho de analistas, programadores, fotógrafos, ilustradores, animadores, redatores e demais especialistas que garantem serviços de qualidade aos seus clientes espalhados por todo o Brasil.

  • Todos os artigos, por Mês.

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