Tópico: ‘Web Mastering’

Um novo site para um velho cliente

novembro 1st, 2013

Imagem em 3 dimensões da estrutura da home page nova da SBEM.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM –  é uma das sociedades médicas pioneiras na divulgação da sua atuação e de seus eventos por meio da internet. Com o nome de “Portal Endocrinologia”, o website da sociedade foi inaugurado em meados de 2003. O primeiro registro no Wayback Machine é de 24 de agosto daquele ano.

Em agosto de 2007, fui chamado para assumir a responsabilidade técnica do website. De lá para cá, escrevi diversas vezes sobre os problemas enfrentados no início até os recentes projetos em andamento. Atualmente recebemos 280 mil visitantes por mês (dados de outubro/2013). Isso é mais do que o ano de 2007 inteiro (219 mil). Nada mau. Além disso, a SBEM conta com aproximadamente 8 mil fãs no Facebook e 4.500 seguidores do @endocrinologia.

Recentemente inauguramos um novo layout, cujo código html/css foi todo refeito em um novo grid (Bootstrap 3) concebido para funcionar primariamente em aparelhos móveis (mobile first, um conceito interessante descrito aqui pelo Diego Eis). Agregamos, também, as melhorias no funcionamento do CMS que concentra o trabalho dos editores de conteúdo e das secretarias da SBEM.

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Eu não quero um site, mas estou sendo obrigado a ter um. Você faz para mim?

abril 20th, 2012

Vamos explicar melhor: a pergunta “eu quero um site, você faz para mim?” é tão comum na minha rotina que eu resolvi escrever a respeito. E o assunto rendeu tanto que já escrevi 6 artigos com variações sobre o mesmo tema.

Mas, depois de alguns anos estudando e analisando o comportamento desta suposta pessoa leiga e por vezes ingênua que eu inventei em meus artigos para representar o pensamento médio das pessoas de verdade que vêm me consultar a respeito de websites, Cheguei a uma conclusão terrível, paradoxal, mas que explica muita coisa antes inexplicável dentro da relação webmaster – cliente: Este, no fundo do seu subconsciente, na verdade NÃO QUER ter um site. Ele na verdade PRECISA ter um website porque toda a sociedade o pressiona, o sistema capitalista exige, o concorrente da esquina já tem um e outro dia inaugurou uma página no Facebook também.

Os mais letrados na Web-cultura irão fazer a comparação com a velha máxima do guru Jakob Nielsen: “Como os Usuários Lêem na Web? … Não lêem .” . Poderíamos dizer, neste mesmo modelo: “Como os clientes querem um site na web? … Não querendo.”

É fato: o Cliente não quer um site. Ele, no máximo, precisa de um. E se decidir por fazer um, vai encarar os custos como mais uma conta a pagar no fim do mês e não como investimento. E ele ainda terá que se virar para atualizar o conteúdo para que o site não inverta sua função e passe a contestar a imagem da sua marca ou da sua empresa. O que mais se vê por aí são empresas bem estabelecidas com sites antiquados, desatualizados ou com “páginas em manutenção” que mais difamam do que divulgam.

O Cliente que não quer um site frequentemente já teve péssimas experiências com amadores e/ou picaretas que os convenceram de que ‘fazer um site é fácil, a gente monta um rapidinho’ . São vários os relatos de gente que pagou adiantado para fazer um site que não saiu do protótipo; gente que usou todo o capital reservado na produção do site e não há dinheiro para contratar alguém para atualizar a home page de tempos em tempos; e outras histórias tristes em que a moral é sempre a mesma: conheça o profissional que você está contratando. Procure uma segunda opinião. Compare não só preços. Cuidado, muito cuidado com as soluções baratas e fáceis ao mesmo tempo.

O Cliente que não quer um site tende a ignorar o parágrafo 43 do contrato de serviços – “o cliente é o responsável pela coleta e organização das informações, bem como pela posterior rotina de atualização do conteúdo”. – Ilustrações, fotos, videos e qualquer coisa que não seja texto não serão cogitados: o cliente que não quer um site tem um bloqueio psicológico que o faz esquecer que um site precisa de fotos, vídeos, ilustrações e infográficos e etc e que tudo isso precisa ser planejado e orçado. Muitos citam o filho do vizinho que prometeu fazer o site com videos, slideshows, flash e tudo mais por 400 reais. Alguns perguntam se a gente não faria tudo de graça para depois receber quando entrar um patrocinador. A maioria fala “Tá, coloca umas imagens free aí. depois eu penso nisso”.

O cliente que não quer um site, como ele já deixou claro, não quer um site, e obviamente também não quer nem saber de redes sociais. Se o site já dá esse trabalho todo, imagina ter que gastar ainda mais horas ‘compartilhando’ no twitter e no facebook. Não é (só) aquela velha questão da real importância das redes sociais, que os gráficos das revistas sempre mostram em crescimento exponencial, uma onda avassaladora mas que nunca chega naqueles seus amigos que só usam o computador para baixar emails. É a estranha sensação de que o trabalho nas redes sociais não é “sério”, não é “business”. É mais uma brincadeira que se retroalimenta de seguidores e que, como tudo na internet, é uma faca de dois gumes bem afiados.

Os clientes que não querem um site raramente se interessam em medir o retorno do investimento. Como expliquei acima, eles contabilizaram o custo do site na coluna de despesas. Métricas serão sempre um assunto desinteressante, bom para gastar tempo nas reuniões com gráficos bonitos, mas ali, mais uma vez, está a retórica da internet falando a respeito dela mesma. Não interessa muito, ao cliente que não quer um site, saber que o site teve um incremento de visitantes na área XYZ porque nenhum desses gráficos mostra, na verdade, quantos desses visitantes vieram de fato a consumir/contratar o seu produto/serviço e, no final das contas, gerar grana no bolso dele.

Mesmo assim, eles precisam de um site, e eu farei este site para eles, e farei também o possível para mostrar que produzir e atualizar um site pode ser um excelente exercício diário para o cliente pensar e repensar o seu negócio e que poderá agregar bastante valor ao seu produto/serviço. Ter um site exige, de certa forma, um planejamento estratégico de marketing. Exige acompanhamento regular dos resultados da visitação para a tomada de decisões. Além de servir de ferramenta de divulgação do seu produto/serviço, o site também trará muita consciência ao empreendedor que investiu em sua produção.

 

 

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O Passaredo pousou

outubro 4th, 2011

Um dos chalés da pousada

Já falei, em outros artigos, sobre como é divertido trabalhar com produção de sites, principalmente  se diversificamos os projetos e não nos prendemos a um determinado nicho. Isso é relativamente complicado, pois como a minha “publicidade” é feita boca a boca, é natural que um site bem feito, por exemplo, da área médica, traga outros clientes da mesma área.

Já tive ótimas experiências produzindo sites para associações médicas, designers de jóias, músicos, representantes de equipamentos para cinema, fotógrafos, jornalistas, etc etc etc, mas poucas vezes o trabalho foi tão gratificante como este que estamos terminando de aprontar – o novo site da Pousada Passaredo, o meu primeiro website no ramo de hotelaria.

Adoro viajar e frequentemente escolho o hotel ou pousada onde vou me hospedar pela internet. Mas a escolha não é simples. Os sites enganam muito. Não necessariamente por má fé do dono do hotel ou do programador do site, nem necessariamente para pior. Há casos, como o da Pousada Passaredo, em que a imagem que o site transmitia da pousada era muito aquém da realidade do lugar.

Sites de turismo em geral e de hotéis e pousadas, em particular, tendem a exagerar um pouco nas suas virtudes e benfeitorias. Não é incomum o uso de termos como “complexo de diversão infantil” para descrever um parquinho com balanço, escorrega e gangorra. E, obviamente, não informam ao leitor/cliente a lista de defeitos e problemas do lugar. Esta lista o leitor terá que descobrir por si, por meio de inúmeros telefonemas e conversas com os donos ou gerentes dos estabelecimentos, ou da pior maneira – na prática, se hospedando e percebendo que as toalhas são transparentes de tão usadas, que o cobertor não vê a luz do dia há meses, que o colchão vai te deixar inválido na manhã seguinte, que a água da sua casa é mais quente do que a do hotel, que a chaminé da sauna tem um furo para dentro da sauna, e por aí vai. Vejam bem, não estou inventando nada disso,  já presenciei cada uma dessas situações em hotéis e pousadas dos mais variados níveis e preços, a trabalho e lazer.

O site antigo da Pousada Passaredo pecava pelo outro extremo: não conseguia mostrar, de forma plena, todas as qualidades do lugar. Gonçalves é, talvez, a cidade com maior potencial turístico da região sul de Minas Gerais. Boas estradas ligam as badaladas cidades de Monte Verde e Campos do Jordão e Gonçalves está bem no meio do caminho. Aposto que será a próxima cidade serrana da moda. Os turistas, em sua maioria paulistas, são exigentes, podem pagar e exigem alto padrão qualidade. Os donos do Passaredo optaram por seguir este padrão nos serviços, mas ainda não estavam satisfeitos com o site. Numa rápida conversa com eles, soube das observações de outros hóspedes que confirmaram a minha opinião de que o site não estava ao nível da pousada. Todo feito em flash, o site não permitia que os próprios donos atualizassem seu conteúdo e, para variar, a pessoa que fez o site sumiu, atravessou um portal e foi para outra dimensão.

Nesta mesma conversa fizemos a divisão de tarefas, estabelecemos preços e prazos e mãos à obra: em poucos dias já estávamos com layout acertado, novos textos prontos, uma boa coleção de fotos escolhida. Adotamos o Wordperfect como plataforma, um tema específico para hotelaria produzido pela excelente WPZOOM, instalamos uma meia dúzia de plugins para integrar o google maps, forms de contato, e o flickr, e estamos estudando a utilização de um aplicativo para fazer reservas online.

Em breve voltarei lá para fazer as fotos 360 graus para a produção de um passeio virtual. Estamos esperando a melhor época, com as hortênsias em flor. Acredito que este bom trabalho irá chamar outros do mesmo tipo. Tomara. Fazer o website de uma pousada charmosa é tudo de bom.

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Webdesigner, este ser misterioso

julho 3rd, 2010
one-man-band

webdesigner one-man-band

Quando me perguntam, na rua, qual é a minha profissão, eu tenho diversas respostas. Escolho de acordo com a cara do interlocutor, da situação e principalmente de acordo com o meu estado de humor. Leia Mais »

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Novidades e perspectivas

maio 20th, 2010

Estamos lançando, neste mês, duas novidades nos websites da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Em primeiro lugar, o tão esperado upgrade do cadastro de associados da SBEM foi realizada e agora o website www.endocrino.org.br é 100% django. Era o que faltava para aposentar as velhas páginas de conteúdo restrito aos associados – webmeetings e links das revistas científicas – ainda sob o layout do século passado. A “área restrita” mudou de nome para “área científica” e o site agora permite que não-associados (e robôs indexadores dos mecanismos de busca) acessem as páginas que antes eram trancadas. O conteúdo exclusivo aos associados continua exclusivo e só aparece depois que o associado fizer o login.

Em paralelo produzimos a nova versão do website da Regional Distrito Federal da SBEM, que foi criado há alguns anos porém não recebia atualizações. Refizemos tudo do zero e aproveitamos o 2º Congresso de Endocrinologia do Centro Oeste para relançar o site com toda a pompa merecida. Dr. Neuton Dornelas, Dr. Julio Cesar F. Jr. e a secretária Luciana estão de parabéns por conseguir montar, em tão pouco tempo, o enorme quebra-cabeças que é produzir um site novo.

O comparecimento ao website da  SBEM-DF é bastante significativo.  Na véspera do congresso recebeu 730 pageviews. Nada mal para um site que está engatinhando.

O sistema administrador da SBEM DF é a primeira aplicação prática do novo CMS produzido pelo companheiro Andrews Medina, com grandes melhorias em relação à versão anterior, e conta com um novíssimo módulo administrador de inscrições em eventos, criado para o 2º Endo Centro Oeste. As inscrições e o acompanhamento dos pagamentos foram on-line. O aplicativo de inscrições foi desenvolvido em poucos dias pelo cearense Italo Maia, que tirou de letra as solicitações urgentes de mudanças na programação que sempre ocorrem nesses projetos de cronograma apertado. É nessas horas que a escolha de um framework versátil e uma linguagem poderosa (Django e Python, no caso, mas existem outras) mostra  seu valor, ou, como se diz hoje em dia, se diferencia.

Outro novo ajudante é gaúcho de Santa Maria – Bruno Gama, que está nos auxiliando em diversas melhorias nos django-sites. Com a experiência e a supervisão do Andrews e agilidade dos dois novos parceiros, a produtividade da minha empresa aumenta nitidamente. Uma equipe antenada e esperta de programadores é tudo o que um webmaster quer.  Os clientes agradecem, elogiam, recomendam. Nós dormimos tranquilos.

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O site que eu quero te vender é o site que você quer comprar?

fevereiro 4th, 2010

O site que eu quero te vender deveria ser o site que você gostaria de ter. Se houvesse tempo para termos longas conversas, disponibilidade para aprender novas concepções de marketing, ferramentas de produção de mídia, ações em redes sociais e, principalmente, intenção em informar além de vender produtos e serviços. Leia Mais »

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Eu quero um site, você faz para mim?

agosto 28th, 2009

Sim,… quer dizer, não… ahn… sim e não. Eu faço o site, mas não sou eu quem faço TODO o site. Para que vocês entendam como eu trabalho:

Um website nada mais é que um conjunto de páginas com textos, fotos, desenhos, mapas, vídeos e áudios e alguns formulários para o leitor preencher. Portanto, a equipe envolvida tem que dividir as tarefas e criar, publicar e atualizar todo esse material. Uma equipe básica se compõe de: Leia Mais »

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Prestação de contas

maio 16th, 2009

Olá Frick

Boa noite. Em consideração ao exposto , como presidente da XYZ solicito que na
segunda-feira haja a prestação de contas de acordo com o que contratamos e com o
que foi realizado.
Att.. Presidente da XYZ

Olá Sr. Presidente

Faço agora mesmo:

Conforme a proposta (cópia em anexo) aprovada por email (não houve assinatura ou aditivo de contrato), a XYZ me contratou para prestar serviços de webmastering do website , que consiste nos itens resumidos abaixo. Ao final de cada item eu cito em maiúsculas em que estágio de implementação ele está:

1) Modernização do Website
a. Login para o associado – FEITO
b. Melhorias visuais necessárias para uma melhor navegabilidade: FEITO, layout aprovado na última reunião.
c. “Versão Mobile”- FEITO, com o novo site será bastante aprimorado.
d. Ferramentas de ligação com redes sociais – FEITAS – a XYZ tem Blog e contas no Technorati, Flickr, Youtube, Delicious e outros.
e. Ferramentas de interatividade – FEITAS.

2) Mudança de plataforma de programação – FEITO – o novo site, que está sendo criado em XYZ.com.br, é feito na nova plataforma, assim como o …  e o cadastro de associados online.

3) Desenvolvimento de novos aplicativos:
a. Aplicativo de Gerenciamento de Conteúdo – FEITO – XYZ.com.br/admin – login XYZ, senha XYZ
b. Ferramenta de busca – FEITA, aguardando implementação do novo site
c. Biblioteca multimídia – idem
d. Moderação de comentários – idem
e. Cadastro de administradores – idem
f. Adserver – Gerenciamento de banners – FEITA – XYZ.com.br/openx/
g. Integração com “Pagseguro” – FEITO, os associados podem quitar anuidades online.

4) Mudança de provedor – FEITA – gerando economia para a XYZ, maior capacidade e estabilidade ao site

5) Unificação dos boletins – FEITA – gerando economia para a XYZ

Além destes objetivos, a proposta cita os seguintes serviços contínuos, de caráter rotineiro:

1) Administração do Servidor Virtual – EXECUTADO DIARIAMENTE
2) Webmastering e Consultoria técnica  –  EXECUTADO DIARIAMENTE
3) Projeto Gráfico e Webdesign – FEITOS – tenho aqui documentados dezenas de layouts, relatórios, sugestões de melhorias, apresentações feitas nas reuniões etc.
4 e 5) Produção do novo website – EM EXECUÇÃO – Depois que o novo layout foi aprovado, eu e minha equipe estamos programando os modelos de páginas e fazendo a migração do conteúdo do site. O modelo da home page está quase pronto (XYZ.com.br/). Os modelos das páginas internas estão prontos (XYZ/interna_1coluna.html, XYZ/interna_2colunas.html, XYZ/interna_3colunas.html). A integração destes modelos com o CMS (XYZ.com.br/admin) e a migração do conteúdo são procedimentos que demandam muito mais tempo do que o prazo estipulado para o meu desligamento. Já foram iniciados e deverão ser continuados pelos meus sucessores.

Além dos serviços descritos na proposta, a XYZ me solicitou, a um preço de R$… a ser pago em 4 parcelas, a consultoria técnica e o desenvolvimento de uma solução de comércio eletrônico, o chamado bookstore. Devido às restrições orçamentárias impostas e frente aos altíssimos custos dos softwares disponíveis no mercado, tive que bolar um projeto que fosse simples o suficiente para ser financeiramente viável e que atendesse todas as necessidades da XYZ.

Que necessidades são essas? Apesar dos meus repetidos pedidos, a XYZ ignorou as minhas perguntas a respeito das características do projeto, ou não entendeu que a produção do bookstore está condicionada à prévia solução das questões levantadas. É como seu eu fosse um alfaiate e tivesse que fazer uma roupa justa para um cliente que não informa as medidas e não pode gastar com uma roupa mais versátil. As poucas e isoladas informações e sugestões que eu obtive a respeito do escopo e do modus operandi foram contestadas em emails e conversas posteriores. Cito apenas um exemplo, para não tornar esse email enfadonho: eu perguntei se associados da XYZ teriam desconto. Muito tempo depois chegou a resposta de que não haverá critérios para descontos para sócios, mas estudantes deverão ter desconto. Eu expliquei a imensa dificuldade que esse desconto para estudantes geraria. Dois integrantes da comissão também opinaram contra essa idéia, e desde então não se falou mais no assunto. Enfim, fiquei sem resposta objetiva sobre os associados e com mais um problema dos estudantes sem consenso. Nessas condições, eu não tenho como desenhar um layout.

Não obstante, sabendo que a XYZ tem pressa em lançar o novo serviço, contratei um programador para trabalhar na remodelagem dos bancos de dados e na adaptação do sistema da biblioteca online do site para adequá-los ao Bookstore. Por este serviço, que já foi parcialmente feito, eu já paguei a ele R$… Como não mostrei nada palpável a XYZ, não emiti cobrança, apesar de já ter trabalhado bastante no projeto e gasto do meu bolso com o serviço terceirizado do programador.

Reiterando: excetuando os projetos e sites que não constam da proposta e do contrato, a XYZ me paga por serviços de webmastering, e não pela produção deste ou aquele produto. Não há, na proposta aprovada, nenhuma menção a prazos, porque é (ou pelo menos era) de comum acordo e entendimento que meu trabalho é contínuo, constante e depende da colaboração da equipe (comissão do site e empresa de jornalismo) aos quais eu não posso pressionar ou exigir cumprimento de prazos. Diferente do que pensa o editor do site, eu não recebi adiantado da XYZ para executar tarefa alguma. Minhas notas são emitidas sempre depois que os serviços são prestados. O tal “plus a mais” que eu recebi foi um justo acréscimo na minha remuneração, aprovado por toda a comissão, na época em que eu consegui para a XYZ uma boa economia mensal (maior que o “plus a mais”) analisando contratos e cortando gastos desnecessários que passaram, anos a fio, desapercebidos pela comissão do site.

Todos os procedimentos de manutenção do site estão documentados e prontos para serem entregues ao próximo webmaster. Por razões óbvias de segurança, esta documentação e as senhas de acesso às areas potencialmente perigosas não serão divulgados a ninguém além do Sr. ou ao futuro webmaster responsável. Caso a XYZ não me apresente um novo webmaster até o dia 13 de junho, enviarei, diretamente para o seu email, a relação de senhas. Nesta mesma ocasião eu solicitarei a XYZ que elimine o meu login de usuario do painel de controle do site e demais serviços relacionados. O editor do site tem a senha de acesso ao painel de controle do servidor virtual e pode, através dele, administrar todos os sites da XYZ.

Voltando à prestação de contas: A XYZ, recentemente, me pagou pelos serviços prestados em Abril/2009. No dia 13 de junho emitirei a nota de cobrança pelo mês de maio e os dias restantes de junho. Pelo bookstore, apesar de ter tido gastos consideráveis de tempo e dinheiro, nada cobrarei da XYZ, afinal, apesar dos meus esforços, não consegui apresentar nada de prático. Alguns serviços que eu fiz em projetos externos, que foram orçados porém não pagos, também ficam como cortesia.

Acho que ficou tudo detalhado, porém, estou a disposição para qualquer esclarecimento adicional.

[] Eduardo Frick

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Diabetes 2009

fevereiro 5th, 2009

Diabetes 2009Seguindo a linha do “maquiar para não refazer” estamos lançando o site do próximo congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD que vai ocorrer em novembro, em Fortaleza.

O layout é um remake do site do congresso de 2007. Pouca coisa foi alterada na arquitetura, o que mostra que o site do ano passado cumpriu bem as espectativas.  O problema do “english version” está definitivamente aniquilado pelo Google Tradutor, um gadget que executa a tradução para trocentos idiomas com um simples clique.

A produção do evento é da ARX Eventos. O site é mais uma parceria com a Informed Jornalismo, a programação em PHP/MySQL é do brother Andrews Medina.

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Migrações e asneiras

setembro 23rd, 2008

Terminei a migração dos meus dois principais sites – diabetes.org.br e endocrino.org.br – para o Media Temple e para o Dreamhost, respectivamente.

A SBD contratou um dedicated virtual server do Media Temple, do qual ouvi falarem muito bem no último “Find” que eu assisti no Rio de Janeiro, confirmando que nossa escolha foi acertada. Realmente o servidor é rapidíssimo, totalmente configurável, suporta Python, enfim, tudo de bom.

A SBEM foi para a minha área de hospedagem do Dreamhost, que aparentemente segurou com a maior facilidade o incremento de demanda. A parte complicada ficou a cargo das secretarias da SBEM que tiveram que trocar as configurações de email. Todas elas sofreram nas mãos do Gmail.

Migração nunca é fácil. São frequentes as encrencas imprevistas e é impressionante a variedade. A migração das tabelas MySQL, que deveria ser operação simples, é um verdadeiro parto a fórceps. Depois aparecem os problemas relativos aos endereços absolutos (/var/www/vhosts/ ou coisa que o valha) que sempre ocorrem em lugares obscuros do código. Isso sem contar com aquelas coisas que simplesmente param e pronto, não há reza brava que façam funcionar. Foi o caso do sisteminha de enquete da SBD. Tive que colocar um totalmente novo, o Advanced Poll. Depois tive que arrumar outra solução para os formulários pois o FormMail não funcionou no Media Temple e o suporte não se mostrou muito interessado em resolver. Instalei então o Formtools, um excelente e gratuito sistema de gerenciamento de forms.

Voltando à SBD, tive problemas porque resolvi mudar a codificação das páginas e ISO para UTF. Foi a maior besteira que já fiz.  Bastou meu guru Andrews Medina virar as costas para ir para a Pycon que eu fiz a grande lambança… Todos os acentos se transformaram em códigos estranhos. Tive o trabalho de fazer e depois de desfazer. Ainda assim pipocam sinais exdrúxulos em uma ou outra página. 😉

Tchau, Locaweb. Vocês foram devagar demais e só implementaram Django depois que meus clientes decidiram mudar de provedor. E também fizeram um papelão com o servidor dedicado da SBD, que custava caríssimo e era uma tremenda carroça.

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  • Eduardo Frick

    Atualmente em versão 4.6, Eduardo é Webmaster, webdesigner, web-consultor, web-coordenador de projetos. Tem longa experiência em produção gráfica e é fluente em diversas mídias.

    É carioca da gema, mas mora em Mogi das Cruzes, São Paulo. De seu escritório/estúdio, projeta e cria websites, coordena equipes de desenvolvimento e de conteúdo, recruta e supervisiona o trabalho de analistas, programadores, fotógrafos, ilustradores, animadores, redatores e demais especialistas que garantem serviços de qualidade aos seus clientes espalhados por todo o Brasil.

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