Tópico: ‘2012’

Making Of – Dia Mundial do Diabetes 2012

agosto 22nd, 2012
layout da home page

Dia Mundial do Diabetes 2012

Há alguns anos, fiz uma pesquisa para criar um relógio que contava as mortes relacionadas ao diabetes. Programei para um contador somar 1 óbito a cada 5 minutos. Diabetes é um problema de saúde pública avassalador, que dizima a população desde os tempos da revolução industrial e ainda hoje, em pleno século XXI, ainda não obteve a notoriedade e a importância que merece.

O website do Dia Mundial do Diabetes procura tirar este atraso e promover uma maior conscientização sobre o tema. Junto com as redes sociais e antenado com as ações da IDF – a entidade internacional – conseguimos, ao longo dos anos, agregar toda uma comunidade. Só no Facebook, o DMD tem mais de 4800 simpatizantes, mais uns 2000 seguidores do Twitter e incontáveis colaboradores nas fotos do Flickr e vídeos no Youtube.

Estamos usando Python/Django neste projeto há alguns anos. A cada ano o CMS recebe upgrades do framework (versões novas do Django), das ferramentas administrativas – a interface ‘Grapelli’, o editor de texto, o gerenciador de arquivos, etc; e também a cada ano o site recebe uma roupagem nova. Recriamos o layout com as mais recentes técnicas para a codificação html e css. Neste ano estamos implementando o conceito de design responsivo, em que o site procura se adaptar ao browser do usuário.

Em termos de design, inovamos retirando o tradicional menu vertical da lateral da home page. Os itens do menu que eram realmente necessários e úteis foram transferidos para um menu horizontal que fica bem abaixo da linha de rolagem do navegador. Estamos trazendo o foco da atenção do usuário para a região central da home page. Com isso ganhamos espaço precioso na parte de cima da página, onde podemos brincar com a diagramação das chamadas principais.

O dia mundial do diabetes é 14 de novembro, mas a Sociedade Brasileira de Diabetes começa a promover a campanha sempre com boa antecedência, e os resultados desse empenho prévio são visíveis depois, nos relatórios de visitação do site.

O novo site foi lançado em seu ‘modelo básico’ e melhorias serão adicionadas no decorrer das semanas. A linha do tempo será incrementada, colocaremos um mapa das atividades programadas por todo o Brasil e a manchete contará com um slideshow bonitinho.

 

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SBEM – Novos projetos

julho 24th, 2012

visão em 3D do código da home page da SBEM, mostrando a estrutura criada em 2008

Trabalho em parceria com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) desde 2007. Naquele ano, contamos 219 mil visitas ao website endocrino.org.br. Atualmente, o website conta com 220 mil visitas a cada 4 meses. Isso equivale a dizer que a visitação triplicou.

O site antigo perdurou até 2008, quando, de uma só vez, publicamos novos layout, sistema administrador e uma completa revisão de conteúdo. Aposentamos o velho sistema administrativo em PHP e adotamos o Python e seu framework Django como nova plataforma.

A parceria deu certo e rendeu frutos. As regionais de São Paulo e do Distrito Federal e os Departamentos de Endocrinologia Feminina e Andrologia, de Endocrinologia Pediátrica e o de Tireoide também contrataram meus serviços para refazer seus websites, assim como a revista dos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia – ABEM.

O sistema administrativo destes websites têm sido aprimorado de modo a oferecer novos e melhores recursos para todos os seus clientes: a equipe de editores de conteúdo, jornalistas, secretárias nacionais e regionais que utilizam o site como ferramenta de trabalho; e os Associados e o público em geral como público final.

Entre as melhorias ocorridas, podemos citar a implementação de um administrador de inscrições em eventos, um gerador de formulários para publicação de qualquer tipo de cadastro que a SBEM solicite, galerias de vídeos e, principalmente mas não finalmente, a integração das anuidades dos associados ao Pagseguro, da UOL.

Todas essas ações transformaram o website endocrino.org.br em uma melhor ferramenta e fonte de consulta. A Área Científica, atualmente de acesso restrito aos associados adimplentes, é uma das páginas mais visitadas.

Recentemente, migramos todos os websites da SBEM para um servidor do provedor Linode.com. Optamos por sair do VPS do Dreamhost quando os problemas esquisitos e sem solução começaram a se acumular. O Linode tem se mostrado extremamente estável e o Django funciona perfeitamente. Todos os “erros 500” que povoam as chamadas técnicas do Dreamhost, sumiram, ficaram por lá.

Continuo usando o Dreamhost para gerenciar os vários domínios com “redirects”, para hospedar os blogs (feitos em wordpress) relacionados aos websites principais e para manter armazenados os videos e outros materiais pesados que exigem muito espaço – item caro no Linode e que é ilimitado no Dreamhost.

A código HTML criado em 2008 atualmente está defasado e merece uma boa reforma. Nesse meio tempo, novas versões dos navegadores foram lançadas; a conexão de banda larga ficou cada vez mais barata e acessível e novos aparelhos e melhorias na telefonia celular estão transformando o cidadão comum em um internauta, com recursos e facilidades que em 2008 ainda não eram sequer cogitadas. Hoje em dia, fazemos a programação visual da página usando “CSS grids” que simplificam bastante a manutenção do código e deixam a página leve.

Está em projeto, também, a criação de uma API para permitir que websites previamente cadastrados consultem informações pré-determinadas do cadastro de associados da SBEM. Temos vários exemplos de sites que poderiam se beneficiar – websites das Regionais, de congressos e outros eventos que ofereçam desconto para associados.

 

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Quando fica pronto?

julho 19th, 2012

Assunto tinhoso esse, de prazos. É sempre assim: No final da reunião, depois de horas negociando todos os detalhes do projeto, resolvido o preço e a forma de pagamento, ocorre o momento mais tenso – quando o cliente pergunta

— quando fica pronto?

A resposta exata para esta pergunta é absolutamente inadmissível em uma reunião de negócios: Nunca.

É, pois é, na minha profissão é assim: o “produto” que eu vendo nunca fica pronto. Um website, na verdade, não é um produto como um livro que o autor escreve, o gráfico imprime e a editora vende. Website é um serviço. Eu costumo dizer aos meus clientes que eles estão adquirindo sarna para se coçar. E é verdade, ou, pelo menos, condiz com tudo o que eu tenho escrito aqui neste blogfolio. Um website é um serviço contínuo, que obviamente passa por um período de criação e desenvolvimento e que, um dia, será associado a um registro de domínio e, assim, disponibilizado ao grande público através da internet.

— E neste dia, digamos, de inauguração do website, ele estará “pronto”?

Não. O “dia da inauguração” costuma ser um dos dias em que mais ideias aparecem para aprimorar o website, das mais variadas formas. É quando o presidente da empresa de fato visita o site, mostra pros amigos, colhe suas próprias impressões e anota sugestões para melhorar aqui e ali. É quando também o editor e o webmaster têm os primeiros resultados da visitação e já começam a pensar em ajustes e melhorias. Em outras palavras, o website que no início do dia estava “pronto”, no final da tarde tem uma lista enorme de coisas a fazer.

Mas eu não posso dizer “nunca” na hora em que me pedem um prazo. Não convém. Então vamos trocar o “quando fica pronto?” por questão um pouco mais complexa, mas que na prática quer dizer exatamente o mesmo:

— Qual é o tempo mínimo necessário para a criação e desenvolvimento do website e seu sistema administrador, para a arquitetura da informação, a organização e publicação de conteúdo?

Ah, agora a pergunta complicou, e merece uma resposta igualmente complicada, cheia de senões e dependências. Depende da urgência, da verba disponível, da quantidade e qualidade do conteúdo a ser publicado, e quanto mais esmiuçarmos o projeto, encontraremos mais pontos de entrave. Alguns fatores inerentes ao projeto dificultam: Um website é um projeto em que vários profissionais interagem – programadores, designers, jornalistas, secretárias, fotógrafos, estagiários, presidentes – e nem sempre interagem em sincronia. As equipes mudam de acordo com a demanda do projeto e também de acordo com as necessidades pessoais de cada um dos envolvidos.

— Mas há que se definir um prazo, e pare de enrolar, que você já escreveu mais de 400 palavras e ainda não me disse: QUANDO FICA PRONTO?

Digamos que o conteúdo – texto, imagens, vídeos, áudio etc – estejam prontos e revisados, que o layout já foi aprovado em todas as esferas hierárquicas da empresa, que a operação do sistema administrativo foi assimilado pela equipe de atualização, então OK, podemos definir o prazo de desenvolvimento do website em X dias.

— Ótimo. Meu site será lançado daqui a X dias.

Sim, enfim chegamos a um acordo, mas estamos partindo de premissas utópicas. A experiência cotidiana me mostra outra realidade.

  • O conteúdo é uma coisa infinita, tanto em tamanho como em complexidade, e quem edita conteúdos sabe – quanto mais se edita, mais se encontra o que editar. E website é assim mesmo: atualização constante, renovação constante.
  • O layout costuma ser aprovado em instâncias – uma primeira versão é apresentada ao editor de conteúdo, depois ao departamento de comunicação da empresa cliente, depois à gerência, depois à diretoria e enfim à presidência, na véspera do dia da inauguração. Cada uma das instâncias colabora com críticas e sugestões. Caso aconteçam muitas alterações no projeto inicial, todas as instâncias deverão ser revisitadas.
  • O sistema administrativo sempre parte de um básico e evolui para uma ferramenta que atenda bem  às necessidades específicas do cliente, e isso é um processo gradativo que começa a funcionar bem quando o cliente coloca, de fato, a mão na massa para trabalhar, isto é, depois da inauguração do website.

Portanto, vamos pingar alguns conselhos para uma boa negociação de prazos e a consequente redução do stress global na hora fatídica do ‘quando fica pronto?’

  • Quando uma data define o prazo – um hotsite de uma data comemorativa, ou o lançamento de um projeto imobiliário, ou qualquer outra razão que imponha um limite real – mãos à obra porque o relógio não para. Mas quando não houver uma data pré-definida, faça primeiro uma estimativa (15 ou 20 dias, ou 45 a 60 dias, dependendo do tamanho do projeto) para, em uma reunião posterior, estipular uma data concreta para a inauguração do website.
  • Sejamos claros e realistas na definição do prazo.  Um cliente consciente das adversidades que ocorrem durante o desenvolvimento de um website e do trabalho que dá para atualizar o conteúdo, será mais compreensivo na hora de negociar um prazo dentro das possibilidades de ambas as partes. Um cliente iludido ou mal informado nunca vai considerar o website “pronto” o suficiente para ser inaugurado.
  • Entenda o funcionamento da empresa do seu cliente para poder oferecer a melhor opção para manutenção e/ou atualização de software. Alguns merecem acompanhamento e atualizações constantes, outros podem preferir optar pelo upgrade anual ou querer montar um pacote de serviços e melhorias a posteriori.
  • Defina no contrato uma “data limite para inauguração” do website que transcenda alguns detalhes “inacabados” que podem ser melhorados/consertados depois que o site estiver aberto à visitação. Muitos clientes que pressionam o prazo durante todo o período de desenvolvimento, quando chega a hora de inaugurar o website, interrompem o processo porque “o presidente que fará a aprovação final está viajando” ou outro motivo qualquer.
  • Em projetos em que não haja um deadline definido, não vincule, no contrato de serviços, o pagamento final à data de inauguração do website. Por definição, o pagamento contra-entrega de uma coisa que nunca fica pronta tende a encrencar.
  • Dê uma margem razoável para as intempéries que nos pegam de surpresa – bugs, acidentes, granizo, doenças, demoras na propagação de DNS etc, e coloque o website no ar com alguns dias de antecedência no servidor e domínio definitivos. No dia da inauguração apenas troque o conteúdo do ‘robots.txt’ de modo a habilitar a visitação dos robôs indexadores.
  • Faça uma festa na inauguração do website. E convide o webmaster.

 

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Eu não quero um site, mas estou sendo obrigado a ter um. Você faz para mim?

abril 20th, 2012

Vamos explicar melhor: a pergunta “eu quero um site, você faz para mim?” é tão comum na minha rotina que eu resolvi escrever a respeito. E o assunto rendeu tanto que já escrevi 6 artigos com variações sobre o mesmo tema.

Mas, depois de alguns anos estudando e analisando o comportamento desta suposta pessoa leiga e por vezes ingênua que eu inventei em meus artigos para representar o pensamento médio das pessoas de verdade que vêm me consultar a respeito de websites, Cheguei a uma conclusão terrível, paradoxal, mas que explica muita coisa antes inexplicável dentro da relação webmaster – cliente: Este, no fundo do seu subconsciente, na verdade NÃO QUER ter um site. Ele na verdade PRECISA ter um website porque toda a sociedade o pressiona, o sistema capitalista exige, o concorrente da esquina já tem um e outro dia inaugurou uma página no Facebook também.

Os mais letrados na Web-cultura irão fazer a comparação com a velha máxima do guru Jakob Nielsen: “Como os Usuários Lêem na Web? … Não lêem .” . Poderíamos dizer, neste mesmo modelo: “Como os clientes querem um site na web? … Não querendo.”

É fato: o Cliente não quer um site. Ele, no máximo, precisa de um. E se decidir por fazer um, vai encarar os custos como mais uma conta a pagar no fim do mês e não como investimento. E ele ainda terá que se virar para atualizar o conteúdo para que o site não inverta sua função e passe a contestar a imagem da sua marca ou da sua empresa. O que mais se vê por aí são empresas bem estabelecidas com sites antiquados, desatualizados ou com “páginas em manutenção” que mais difamam do que divulgam.

O Cliente que não quer um site frequentemente já teve péssimas experiências com amadores e/ou picaretas que os convenceram de que ‘fazer um site é fácil, a gente monta um rapidinho’ . São vários os relatos de gente que pagou adiantado para fazer um site que não saiu do protótipo; gente que usou todo o capital reservado na produção do site e não há dinheiro para contratar alguém para atualizar a home page de tempos em tempos; e outras histórias tristes em que a moral é sempre a mesma: conheça o profissional que você está contratando. Procure uma segunda opinião. Compare não só preços. Cuidado, muito cuidado com as soluções baratas e fáceis ao mesmo tempo.

O Cliente que não quer um site tende a ignorar o parágrafo 43 do contrato de serviços – “o cliente é o responsável pela coleta e organização das informações, bem como pela posterior rotina de atualização do conteúdo”. – Ilustrações, fotos, videos e qualquer coisa que não seja texto não serão cogitados: o cliente que não quer um site tem um bloqueio psicológico que o faz esquecer que um site precisa de fotos, vídeos, ilustrações e infográficos e etc e que tudo isso precisa ser planejado e orçado. Muitos citam o filho do vizinho que prometeu fazer o site com videos, slideshows, flash e tudo mais por 400 reais. Alguns perguntam se a gente não faria tudo de graça para depois receber quando entrar um patrocinador. A maioria fala “Tá, coloca umas imagens free aí. depois eu penso nisso”.

O cliente que não quer um site, como ele já deixou claro, não quer um site, e obviamente também não quer nem saber de redes sociais. Se o site já dá esse trabalho todo, imagina ter que gastar ainda mais horas ‘compartilhando’ no twitter e no facebook. Não é (só) aquela velha questão da real importância das redes sociais, que os gráficos das revistas sempre mostram em crescimento exponencial, uma onda avassaladora mas que nunca chega naqueles seus amigos que só usam o computador para baixar emails. É a estranha sensação de que o trabalho nas redes sociais não é “sério”, não é “business”. É mais uma brincadeira que se retroalimenta de seguidores e que, como tudo na internet, é uma faca de dois gumes bem afiados.

Os clientes que não querem um site raramente se interessam em medir o retorno do investimento. Como expliquei acima, eles contabilizaram o custo do site na coluna de despesas. Métricas serão sempre um assunto desinteressante, bom para gastar tempo nas reuniões com gráficos bonitos, mas ali, mais uma vez, está a retórica da internet falando a respeito dela mesma. Não interessa muito, ao cliente que não quer um site, saber que o site teve um incremento de visitantes na área XYZ porque nenhum desses gráficos mostra, na verdade, quantos desses visitantes vieram de fato a consumir/contratar o seu produto/serviço e, no final das contas, gerar grana no bolso dele.

Mesmo assim, eles precisam de um site, e eu farei este site para eles, e farei também o possível para mostrar que produzir e atualizar um site pode ser um excelente exercício diário para o cliente pensar e repensar o seu negócio e que poderá agregar bastante valor ao seu produto/serviço. Ter um site exige, de certa forma, um planejamento estratégico de marketing. Exige acompanhamento regular dos resultados da visitação para a tomada de decisões. Além de servir de ferramenta de divulgação do seu produto/serviço, o site também trará muita consciência ao empreendedor que investiu em sua produção.

 

 

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Feliz Aniversário, Fim de Jogo!

fevereiro 7th, 2012

O Blog Fim de Jogo está fazendo 8 anos. Numa conta rápida, são 8 x 52 semanas = 416  fins de semana + 416 noites de quartas-feiras em que a editora, Cristina Dissat, deixa de ter o seu merecido descanso do trabalho rotineiro de jornalista científica para ir bater perna em volta e dentro dos estádios do Maracanã e Engenhão. Em outra conta rápida, percebemos que todo este trabalho não foi em vão: desde 2007 – ano em que, se não me engano, o blog deixou de ser um “.blogspot.com” e passou a ter domínio próprio e ser gerido através do WordPress – a visitação passou de 87 mil para 290 mil em 2011.  Triplicou e mais um pouco. Nada mal para um projeto que é puro suor da dona.

De lá para cá muita coisa aconteceu. A equipe cresceu e Cristina não vai mais sozinha fazer a cobertura dos jogos. Vai acompanhada de uma penca de aparelhos eletrônicos – câmeras de vídeo, smartphones, notebooks, modem, antena, transformadores e fios. O maridão Celso Pupo está sempre no gramado fazendo fotos. O mestre fotógrafo Ide Gomes também presta ajuda constante. Em eventos maiores, a equipe conta com uma trupe de colaboradores.

Cristina tem histórias e causos suficientes para encher uma noite inteira de conversa, e na verdade é o que ela mais gosta de fazer: contar as histórias dos jogos, sempre do ponto de vista do torcedor. Mesmo que para isso tenha que andar e/ou filmar e/ou gravar e/ou digitar ao mesmo tempo, e rápido, entrar em aglomerações de torcedores eufóricos e tentar sair ilesa das eventuais encrencas: tumultos, pancadarias, balas de borracha, correria, spray de pimenta, confusões com cambistas, trânsito caótico. Tudo faz parte. Quem frequenta estádios sabe que é assim mesmo, e que a grandiosidade do espetáculo, a emoção das torcidas e a felicidade de ver o seu time ganhar ao vivo supera qualquer dificuldade.

Cris não deixou passar a oportunidade de alavancar a projeção do FDJ através das redes sociais. Primeiro no twitter. @fimdejogo tem, atualmente, 7617 seguidores e, tagarela que é, quase 47 mil tweets. Considerando que ela cobriu 416 x 2 = 832 jogos, mais ou menos, então seriam 56 tweets por jogo. No Facebook, além da página do Fim de Jogo, Cris coordena também o grupo Blogueiros do Futebol. Não satisfeita, criou e mantém atualizado um blog específico sobre o Maracanã, o Maracanã Online, que vai bombar quando o estádio estiver pronto para a próxima Copa do Mundo, trazendo informações, serviços e notícias que o burocrático site oficial da Suderj não oferece.

E não é só jogo. O FDJ se embrenhou nos bastidores: coletivas de imprensa, anúncios oficiais dos times e da CBF, obteve permissão para entrar nas obras do Maracanã, denunciou a falta de estrutura de internet móvel no Engenhão, fez a cobertura completa dos Jogos Mundiais Militares, ocorrido no Rio de Janeiro em 2011, conseguiu credenciamento para cobrir eventos importantes como o  Soccerex Global Convention 2011 e anda tão habituada nesses ambientes que vários dos mais eminentes cartolas do futebol a cumprimentam com simpáticos tapinhas nas costas.

Tá. Muito legal. E grana que é bom? Rola? Ou, em outras palavras… O site tá fazendo 8 anos e ainda não conseguiu um patrocinador?

O retorno que o blog dá não é, necessariamente, financeiro. O prestígio, notoriedade e a simpatia que Cristina e sua equipe (inclusive eu) ganham em trabalhar nesse projeto não é mensurável em cifrões. Parcerias e patrocinadores, obviamente, serão muito bem-vindos, respeitando-se os limites impostos pela isenção da qual o blog é conhecido. Nesses próximos anos, o esporte brasileiro vai ficar em destaque mundial, e nós do Fim de Jogo estaremos prontos.

Aniversário do Fim de Jogo: 8 anos por fimdejogo no Videolog.tv.

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  • Eduardo Frick

    Atualmente em versão 4.6, Eduardo é Webmaster, webdesigner, web-consultor, web-coordenador de projetos. Tem longa experiência em produção gráfica e é fluente em diversas mídias.

    É carioca da gema, mas mora em Mogi das Cruzes, São Paulo. De seu escritório/estúdio, projeta e cria websites, coordena equipes de desenvolvimento e de conteúdo, recruta e supervisiona o trabalho de analistas, programadores, fotógrafos, ilustradores, animadores, redatores e demais especialistas que garantem serviços de qualidade aos seus clientes espalhados por todo o Brasil.

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