Web Designer x Filho do Vizinho. Quem faz o melhor site?

novembro 12th, 2010
by edufrick
Hello Kitty

Obrigado ao site http://xuxxu.blogspot.com. O que essa imagem está fazendo aqui? Continue lendo.

Essa questão é polêmica e não pretendo, aqui, chegar a uma resposta conclusiva à pergunta enunciada. Mas achei pertinente escrever alguns tópicos sobre o assunto que vão ilustrar bem o tormento que é saber escolher o prestador de serviços mais adequado para montar o seu site.

Cenário 1 – o mais comum: você decidiu que o seu pequeno negócio precisa ter um site e tem uma vaga idéia do procedimento – Ééééé… registrar um nome.com.br, contratar um … como é que se chama? Provedor, né? Aí chama o garoto do 402 que “faz” sites, coloca lá o telefone do escritório, cria um email, uma foto bonita… bom, passemos para o próximo.

Cenário 2 – seu sócio chegou com uma história de que a empresa necessita de um website ágil, dinâmico e interativo para conquistar a clientela que pesquisa na internet antes de decidir. Não por acaso, o sobrinho dele acaba de se formar em computação. Fade out.

Cenário 3 – A primeira ação do seu recem-criado departamento de marketing da sua empresa foi solicitar a criação de um portal para a integração das diversas ações planejadas com as redes sociais. A equipe será composta basicamente de 2 analistas sênior, uma dupla de criação, um project manager, um webdesigner, um programador, quatro supervisores… Corta!

Cenário 4 – Você se tocou que o seu tempo renderá mais se você criar um site com as informações que os clientes perguntam todos os dias pelo telefone e você não aguenta mais repetir. Reparou também que a sua filha de 13 anos mantém um blog sobre cartões personalizados de gatinhos que está na primeira página do Google quando procuramos por “Imagens da Hello Kitty”. Nuvens cobrem o ambiente.

Cenário 5 – Você tem uma loja de artigos chiques e pagou uma fortuna pelo serviço de profissionais gabaritados, que chamaram um designer de Milão para fazer o projeto gráfico e programaram, em Flash, uma interface com animações, transparências e sombreados que transformam a experiência de visitar o seu site numa … catástrofe. Seus clientes chegam rindo da sua cara porque o seu site não funciona no Iphone deles, e sem conseguir acessar o site da loja tiveram que perguntar o endereço ali na birosca da esquina. Você vai ter que jogar aquela M… toda fora e refazer tudo de forma acessível. Cai o pano.

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Das hipóteses acima inventadas e/ou livremente adaptadas de casos reais que presenciei, a que eu acredito que vá gerar um site mais bem-sucedido é o … 4. É o único em que o empreendedor têm uma noção clara de como o website vai resolver suas necessidades e valer o preço do seu desenvolvimento. E foi o único que teve a sorte de perceber que o sucesso do website depende do jeito que o seu conteúdo atinge o público alvo. Sem desvios de meta, com pitadas de organização, planejamento, foco, constância e um certo gosto por atualizar o conteúdo do site, ele cresce, vinga, vira referência.

O cenário 1 terá um destino tão certo quanto uma sucessão de roletas russas. Poderá cair na mão de um cara que “faz” websites que cumprem os requisitos tecnológicos e de acessibilidade e que instrui o cliente a lidar com o site de modo a que ele tenha retorno do tempo e dinheiro investido; ou pode cair na mão do tipico “filho do vizinho” que “faz” um site tosco que não vale a ninharia que ele cobra.

O cenário 2 é um estágio acima do cenário 1 porque o cliente contratou alguém que estudou formalmente e tem condições de desenvolver um site “ágil, dinâmico e interativo”. Mas o  diploma em computação só o habilita a criar o site. Outros talentos, nem sempre existentes no sobrinho do sócio,  serão necessários para produzir conteúdo, gerenciar a comunicação com os internautas, analisar resultados, SEO, etc.

O cenário 3 é inspirado nas agências de conteúdo e estúdios de criação que praticam preços com 1 ou 2 zeros a mais do que um empresário médio gostaria de investir para ter o seu site na web. Equipes superdimensionadas com muitos caciques e poucos índios podem aumentar o orçamento sem necessariamente obter um retorno proporcional no sucesso do site.

O cenário 5 acontece cotidianamente com as melhores famílias. Mas quem passa pela experiência aprende.

A propósito, não sei se o site que realmente aparece na primeira página do google, quando procuramos por imagens da Hello Kitty, foi feito por uma menina de 13 anos. O que sei é que faz muito sucesso aqui em casa (minha filha adora), tem pagerank 3 e é rankeado pelo Alexa. Meus parabens aos seus criadores.

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  • Eduardo Frick

    Atualmente em versão 4.6, Eduardo é Webmaster, webdesigner, web-consultor, web-coordenador de projetos. Tem longa experiência em produção gráfica e é fluente em diversas mídias.

    É carioca da gema, mas mora em Mogi das Cruzes, São Paulo. De seu escritório/estúdio, projeta e cria websites, coordena equipes de desenvolvimento e de conteúdo, recruta e supervisiona o trabalho de analistas, programadores, fotógrafos, ilustradores, animadores, redatores e demais especialistas que garantem serviços de qualidade aos seus clientes espalhados por todo o Brasil.

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