Tópico: ‘Tecnologia’

Um novo site para um velho cliente

novembro 1st, 2013

Imagem em 3 dimensões da estrutura da home page nova da SBEM.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM –  é uma das sociedades médicas pioneiras na divulgação da sua atuação e de seus eventos por meio da internet. Com o nome de “Portal Endocrinologia”, o website da sociedade foi inaugurado em meados de 2003. O primeiro registro no Wayback Machine é de 24 de agosto daquele ano.

Em agosto de 2007, fui chamado para assumir a responsabilidade técnica do website. De lá para cá, escrevi diversas vezes sobre os problemas enfrentados no início até os recentes projetos em andamento. Atualmente recebemos 280 mil visitantes por mês (dados de outubro/2013). Isso é mais do que o ano de 2007 inteiro (219 mil). Nada mau. Além disso, a SBEM conta com aproximadamente 8 mil fãs no Facebook e 4.500 seguidores do @endocrinologia.

Recentemente inauguramos um novo layout, cujo código html/css foi todo refeito em um novo grid (Bootstrap 3) concebido para funcionar primariamente em aparelhos móveis (mobile first, um conceito interessante descrito aqui pelo Diego Eis). Agregamos, também, as melhorias no funcionamento do CMS que concentra o trabalho dos editores de conteúdo e das secretarias da SBEM.

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Making Of – Dia Mundial do Diabetes 2012

agosto 22nd, 2012
layout da home page

Dia Mundial do Diabetes 2012

Há alguns anos, fiz uma pesquisa para criar um relógio que contava as mortes relacionadas ao diabetes. Programei para um contador somar 1 óbito a cada 5 minutos. Diabetes é um problema de saúde pública avassalador, que dizima a população desde os tempos da revolução industrial e ainda hoje, em pleno século XXI, ainda não obteve a notoriedade e a importância que merece.

O website do Dia Mundial do Diabetes procura tirar este atraso e promover uma maior conscientização sobre o tema. Junto com as redes sociais e antenado com as ações da IDF – a entidade internacional – conseguimos, ao longo dos anos, agregar toda uma comunidade. Só no Facebook, o DMD tem mais de 4800 simpatizantes, mais uns 2000 seguidores do Twitter e incontáveis colaboradores nas fotos do Flickr e vídeos no Youtube.

Estamos usando Python/Django neste projeto há alguns anos. A cada ano o CMS recebe upgrades do framework (versões novas do Django), das ferramentas administrativas – a interface ‘Grapelli’, o editor de texto, o gerenciador de arquivos, etc; e também a cada ano o site recebe uma roupagem nova. Recriamos o layout com as mais recentes técnicas para a codificação html e css. Neste ano estamos implementando o conceito de design responsivo, em que o site procura se adaptar ao browser do usuário.

Em termos de design, inovamos retirando o tradicional menu vertical da lateral da home page. Os itens do menu que eram realmente necessários e úteis foram transferidos para um menu horizontal que fica bem abaixo da linha de rolagem do navegador. Estamos trazendo o foco da atenção do usuário para a região central da home page. Com isso ganhamos espaço precioso na parte de cima da página, onde podemos brincar com a diagramação das chamadas principais.

O dia mundial do diabetes é 14 de novembro, mas a Sociedade Brasileira de Diabetes começa a promover a campanha sempre com boa antecedência, e os resultados desse empenho prévio são visíveis depois, nos relatórios de visitação do site.

O novo site foi lançado em seu ‘modelo básico’ e melhorias serão adicionadas no decorrer das semanas. A linha do tempo será incrementada, colocaremos um mapa das atividades programadas por todo o Brasil e a manchete contará com um slideshow bonitinho.

 

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SBEM – Novos projetos

julho 24th, 2012

visão em 3D do código da home page da SBEM, mostrando a estrutura criada em 2008

Trabalho em parceria com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) desde 2007. Naquele ano, contamos 219 mil visitas ao website endocrino.org.br. Atualmente, o website conta com 220 mil visitas a cada 4 meses. Isso equivale a dizer que a visitação triplicou.

O site antigo perdurou até 2008, quando, de uma só vez, publicamos novos layout, sistema administrador e uma completa revisão de conteúdo. Aposentamos o velho sistema administrativo em PHP e adotamos o Python e seu framework Django como nova plataforma.

A parceria deu certo e rendeu frutos. As regionais de São Paulo e do Distrito Federal e os Departamentos de Endocrinologia Feminina e Andrologia, de Endocrinologia Pediátrica e o de Tireoide também contrataram meus serviços para refazer seus websites, assim como a revista dos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia – ABEM.

O sistema administrativo destes websites têm sido aprimorado de modo a oferecer novos e melhores recursos para todos os seus clientes: a equipe de editores de conteúdo, jornalistas, secretárias nacionais e regionais que utilizam o site como ferramenta de trabalho; e os Associados e o público em geral como público final.

Entre as melhorias ocorridas, podemos citar a implementação de um administrador de inscrições em eventos, um gerador de formulários para publicação de qualquer tipo de cadastro que a SBEM solicite, galerias de vídeos e, principalmente mas não finalmente, a integração das anuidades dos associados ao Pagseguro, da UOL.

Todas essas ações transformaram o website endocrino.org.br em uma melhor ferramenta e fonte de consulta. A Área Científica, atualmente de acesso restrito aos associados adimplentes, é uma das páginas mais visitadas.

Recentemente, migramos todos os websites da SBEM para um servidor do provedor Linode.com. Optamos por sair do VPS do Dreamhost quando os problemas esquisitos e sem solução começaram a se acumular. O Linode tem se mostrado extremamente estável e o Django funciona perfeitamente. Todos os “erros 500” que povoam as chamadas técnicas do Dreamhost, sumiram, ficaram por lá.

Continuo usando o Dreamhost para gerenciar os vários domínios com “redirects”, para hospedar os blogs (feitos em wordpress) relacionados aos websites principais e para manter armazenados os videos e outros materiais pesados que exigem muito espaço – item caro no Linode e que é ilimitado no Dreamhost.

A código HTML criado em 2008 atualmente está defasado e merece uma boa reforma. Nesse meio tempo, novas versões dos navegadores foram lançadas; a conexão de banda larga ficou cada vez mais barata e acessível e novos aparelhos e melhorias na telefonia celular estão transformando o cidadão comum em um internauta, com recursos e facilidades que em 2008 ainda não eram sequer cogitadas. Hoje em dia, fazemos a programação visual da página usando “CSS grids” que simplificam bastante a manutenção do código e deixam a página leve.

Está em projeto, também, a criação de uma API para permitir que websites previamente cadastrados consultem informações pré-determinadas do cadastro de associados da SBEM. Temos vários exemplos de sites que poderiam se beneficiar – websites das Regionais, de congressos e outros eventos que ofereçam desconto para associados.

 

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Eu não quero um site, mas estou sendo obrigado a ter um. Você faz para mim?

abril 20th, 2012

Vamos explicar melhor: a pergunta “eu quero um site, você faz para mim?” é tão comum na minha rotina que eu resolvi escrever a respeito. E o assunto rendeu tanto que já escrevi 6 artigos com variações sobre o mesmo tema.

Mas, depois de alguns anos estudando e analisando o comportamento desta suposta pessoa leiga e por vezes ingênua que eu inventei em meus artigos para representar o pensamento médio das pessoas de verdade que vêm me consultar a respeito de websites, Cheguei a uma conclusão terrível, paradoxal, mas que explica muita coisa antes inexplicável dentro da relação webmaster – cliente: Este, no fundo do seu subconsciente, na verdade NÃO QUER ter um site. Ele na verdade PRECISA ter um website porque toda a sociedade o pressiona, o sistema capitalista exige, o concorrente da esquina já tem um e outro dia inaugurou uma página no Facebook também.

Os mais letrados na Web-cultura irão fazer a comparação com a velha máxima do guru Jakob Nielsen: “Como os Usuários Lêem na Web? … Não lêem .” . Poderíamos dizer, neste mesmo modelo: “Como os clientes querem um site na web? … Não querendo.”

É fato: o Cliente não quer um site. Ele, no máximo, precisa de um. E se decidir por fazer um, vai encarar os custos como mais uma conta a pagar no fim do mês e não como investimento. E ele ainda terá que se virar para atualizar o conteúdo para que o site não inverta sua função e passe a contestar a imagem da sua marca ou da sua empresa. O que mais se vê por aí são empresas bem estabelecidas com sites antiquados, desatualizados ou com “páginas em manutenção” que mais difamam do que divulgam.

O Cliente que não quer um site frequentemente já teve péssimas experiências com amadores e/ou picaretas que os convenceram de que ‘fazer um site é fácil, a gente monta um rapidinho’ . São vários os relatos de gente que pagou adiantado para fazer um site que não saiu do protótipo; gente que usou todo o capital reservado na produção do site e não há dinheiro para contratar alguém para atualizar a home page de tempos em tempos; e outras histórias tristes em que a moral é sempre a mesma: conheça o profissional que você está contratando. Procure uma segunda opinião. Compare não só preços. Cuidado, muito cuidado com as soluções baratas e fáceis ao mesmo tempo.

O Cliente que não quer um site tende a ignorar o parágrafo 43 do contrato de serviços – “o cliente é o responsável pela coleta e organização das informações, bem como pela posterior rotina de atualização do conteúdo”. – Ilustrações, fotos, videos e qualquer coisa que não seja texto não serão cogitados: o cliente que não quer um site tem um bloqueio psicológico que o faz esquecer que um site precisa de fotos, vídeos, ilustrações e infográficos e etc e que tudo isso precisa ser planejado e orçado. Muitos citam o filho do vizinho que prometeu fazer o site com videos, slideshows, flash e tudo mais por 400 reais. Alguns perguntam se a gente não faria tudo de graça para depois receber quando entrar um patrocinador. A maioria fala “Tá, coloca umas imagens free aí. depois eu penso nisso”.

O cliente que não quer um site, como ele já deixou claro, não quer um site, e obviamente também não quer nem saber de redes sociais. Se o site já dá esse trabalho todo, imagina ter que gastar ainda mais horas ‘compartilhando’ no twitter e no facebook. Não é (só) aquela velha questão da real importância das redes sociais, que os gráficos das revistas sempre mostram em crescimento exponencial, uma onda avassaladora mas que nunca chega naqueles seus amigos que só usam o computador para baixar emails. É a estranha sensação de que o trabalho nas redes sociais não é “sério”, não é “business”. É mais uma brincadeira que se retroalimenta de seguidores e que, como tudo na internet, é uma faca de dois gumes bem afiados.

Os clientes que não querem um site raramente se interessam em medir o retorno do investimento. Como expliquei acima, eles contabilizaram o custo do site na coluna de despesas. Métricas serão sempre um assunto desinteressante, bom para gastar tempo nas reuniões com gráficos bonitos, mas ali, mais uma vez, está a retórica da internet falando a respeito dela mesma. Não interessa muito, ao cliente que não quer um site, saber que o site teve um incremento de visitantes na área XYZ porque nenhum desses gráficos mostra, na verdade, quantos desses visitantes vieram de fato a consumir/contratar o seu produto/serviço e, no final das contas, gerar grana no bolso dele.

Mesmo assim, eles precisam de um site, e eu farei este site para eles, e farei também o possível para mostrar que produzir e atualizar um site pode ser um excelente exercício diário para o cliente pensar e repensar o seu negócio e que poderá agregar bastante valor ao seu produto/serviço. Ter um site exige, de certa forma, um planejamento estratégico de marketing. Exige acompanhamento regular dos resultados da visitação para a tomada de decisões. Além de servir de ferramenta de divulgação do seu produto/serviço, o site também trará muita consciência ao empreendedor que investiu em sua produção.

 

 

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CEBDS – Sustentabilidade na Web

março 21st, 2012
hp antiga

a antiga Home Page

O site do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), precisava de uma boa reforma. Os problemas eram vários, a começar pela home page. A imagem ao lado foi capturada dias antes da inauguração do novo layout. Reparem como ela é comprida e assimétrica. A coluna da direita era tomada de anúncios e é um dos bons exemplos de banner blindness que eu conheço.

DCPress foi contratada para analisar e diagnosticar o website antigo, rever as rotinas de trabalho da equipe do departamento de comunicação do CEBDS, e projetar e desenvolver um website www.cebds.org.br novo em folha.

O conteúdo do website antigo foi revisto página a página e sua arquitetura foi reorganizada. O novo layout da home page deverá oferecer um visual contemporâneo sem deixar de focar na boa apresentação das notícias, do material institucional e das publicações do CEBDS.

O código HTML era um emaranhado de tabelas e tags antiquados, característico daquela época em que os conceitos de usabilidade ainda engatinhavam e o CSS Zen Garden ainda era novidade. O sistema administrativo cuidava apenas da publicação das notícias no topo da home page, todo o restante tinha que ser atualizado diretamente no código por um programador. A plataforma ASP.NET em um servidor dedicado cujo contrato serviço de manutenção expirou e um provedor sem suporte técnico completavam o quadro apocalíptico característico daqueles projetos em que é melhor recomeçar do zero do que tentar consertar o que há de errado.

Cristina @fimdejogo Dissat, antiga parceira em inúmeros outros trabalhos bem sucedidos, me chamou para coordenar toda a parte técnica do trabalho e manter consultoria constante para os editores de conteúdo. Foi uma honra e um desafio, ao mesmo tempo. Para começar a produzir um website eu sempre gosto de entender um pouco do assunto. Sustentabilidade não é exatamente um conceito novo para mim, mas o termo desenvolvimento sustentável, dentro do contexto em que as grandes empresas trabalham, é um universo ainda a ser explorado.

rascunhos da home page

rascunhos da home page

Criamos um novo domínio “cebds.dcpress.com.br” para hospedar o novo site enquanto o original continuaria online. O perfil do cliente e as especificações do projeto sugerem a utilização de uma plataforma de programação bastante robusta e ágil, pronta para atender a uma demanda constante de novos serviços e melhorias. A dupla Python/Django se encaixa perfeitamente bem nessa função. O CMS que Andrews Medina e eu desenvolvemos já foi testado em várias aplicações diferentes e se mostrou bastante versátil. O VPS  do Dreamhost, apesar deste provedor  nunca ter sido referência na hospedagem de sites Python/Django, até então estava prestando um serviço satisfatório, quando não excelente.

Instalamos o software básico e uma versão genérica do CMS para que a DCPress pudesse tratar da revisão, rearrumação e transferência do conteúdo do site antigo. Enquanto a equipe de conteúdo trabalhava, eu e minha trupe faríamos um novo projeto gráfico e a programação das templates utilizando o que há de mais novo em HTML, CSS e javascript para tornar as páginas rápidas, atraentes e, acima de tudo, perfeitamente legíveis em qualquer tipo de navegador.

O acúmulo de trabalho em diversos projetos simultâneos e a estranha sensação de estar cansado do meu próprio estilo me levaram a chamar três novos integrantes para a equipe. Decidi não mais fazer sozinho o projeto gráfico, o layout e a programação das templates. O layout, grafismos, estudos de cores e tipologias ficariam a cargo do meu amigo e multi-artista Fabio Darci. Entre outros inúmeros talentos, o carioca Fabio domina como poucos a arte de projetar páginas bonitas e funcionais.

A HP atual

Novas tecnologias estão aparecendo a todo momento para acelerar e incrementar a qualidade do Web Design: CSS frameworksGrids, novas aplicações para o Ajax e também novas e criativas maneiras de utilizar os tags do framework Django que simplificam a comunicação com o banco de dados. Para me ajudar a manter meus sites por dentro das mais recentes inovações, incorporei mais uma fera ao time de desenvolvedores: a matogrossense Mayza de Oliveira passou a cuidar dessa parte espinhosa – de transformar os delírios inventados no Photoshop em um código dentro dos rígidos padrões impostos.

Andrews me apresentou mais um desenvolvedor experiente em Django, o capixaba de criação Francisco Souza, que entrou para a equipe para ajudar na instalação do servidor no Linode e para trabalhar em paralelo com o Andrews na produção e customização dos aplicativos do CMS.

Uma equipe como essa exige a utilização de uma ferramenta de trabalho em grupo, um sistema de controle de versões para evitar a todo custo as temíveis “cabeçadas”, em que dois ou mais integrantes fazem a mesma coisa e um sobrescreve o trabalho do outro, ou o ainda mais terrível “deixa que eu deixo” onde todos pensam que alguém vai resolver o problema e ninguém resolve. Optamos por usar o Bitbucket – um serviço de hospedagem de projetos controlados através do Mercurial,  gratuito para pequenas equipes. Apesar do desconforto inicial de ter que aprender e adotar todo um procedimento (Pull -> Update -> Edit -> Save -> Commit -> Push -> Deploy) e de abandonar o bom e velho FTP para atualizar os arquivos diretamente no servidor do site, a solução do Bitbucket tem se mostrado realmente eficiente.

Nesse meio tempo, tivemos que trocar todos os nossos sites feitos em Python para outro provedor, por conta de vários problemas técnicos que começaram a pipocar e não foram solucionados pelo suporte do Dreamhost. Seguindo a recomendação de gente que entende do assunto, contratei um novo VPS no provedor Linode.com. Como num passe de mágica, todos os bugs esquisitos que geravam erros no servidor sumiram e o CMS voltou a funcionar perfeitamente. Além disso, o acesso aos sites ficou bem mais rápido.

Enfim, o novo site foi lançado na véspera do Carnaval 2012 e a resposta do público foi muito boa. Ainda é cedo para tirarmos conclusões a partir das métricas, mas, nessas primeiras semanas, simplesmente duplicamos a visitação média do site.

 

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CiaRio – A Missão

abril 17th, 2011

(usuários de Iphones e Ipads, favor acessar este link para entrar no passeio virtual, enquanto eu não acho um jeito de fazer isso automaticamente no wordpress 🙁 )

Por intermédio de meu grande amigo e parceiro em vários projetos, o Fábio Darci, fui conhecer e negociar a produção de um passeio virtual do CiaRio – Centro de Infraestrutura Audiovisual do Rio de Janeiro, um enorme galpão em São Cristóvão onde várias empresas colaboram – no sentido exato do termo – para oferecer uma gama de soluções para o ramo audiovisual. Nada melhor para o meu portfólio que começar com um projeto audacioso como este.

Com a ajuda do Fabrício Baeta, manager do CiaRio, conheci os 3 andares do galpão, dezenas de salas, várias das centenas de pessoas que lá trabalham e milhares de equipamentos de luz, som, vento, fumaça, trilhos e mais um monte de coisas. Decidimos por fazer em torno de 20 panorâmicas  para cobrir toda a parte de atendimento ao cliente, depósitos, laboratórios, auditório etc. e com o detalhe importante de fazer o possível para retratar a rotina de trabalho .

O trabalho de captura dos panoramas durou 3 dias. Contamos com a boa vontade dos “voluntários” que eram convocados na hora em que eu armava o tripé, e que participaram das fotos subindo em escadas, verificando equipamentos ou falando ao telefone. Em muitas situações as pessoas tinham que ficar imóveis durante vários minutos até que o robô que controla a câmera fizesse as fotos. Em algumas cenas com grande movimento de gente, fui eu quem ficou horas de pé, controlando manualmente o Epic Pro, esperando a hora correta de fotografar sem mutilar os passantes – se, durante a captura, uma pessoa andando aparece cortada em uma das fotos, ela vai aparecer mutilada no meio do panorama, exigindo reparos nem sempre possíveis no Photoshop. Vide o exemplo abaixo, um teste feito com a câmera na mão, sem tripé, na primeira visita que eu fiz ao galpão.

Algumas cenas tiveram que ser refeitas, mas de forma geral a captura das fotos foi muito bem sucedida. Em panoramas de interiores, é fundamental saber regular o equipamento para encontrar o “ponto nodal” onde não existirão erros de paralaxe. Optei por não usar uma lente fish-eye e sim uma 18mm em uma câmera Canon XSi para poder abusar do zoom nos detalhes. As imagens finais, com esta configuração de lente e câmera, têm em torno de 400 Megapixels.

A versão completa do passeio virtual será publicado no site da CiaRio, em breve.

 

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Panorâmicas cariocas

janeiro 10th, 2011

O equipamento trabalhando e minha nova amiga galinha dangola me seguindo na estrada do sumaré

Fotografar a cidade maravilhosa é uma experiência de vários adjetivos. Encontrar ângulos pouco conhecidos até pelos moradores é gratificante, e contando com a minha razoável experiência de “trilheiro” carioca da gema, pretendo montar um Portfólio de panorâmicas da minha cidade natal. Superar as dificuldades impostas pelo ambiente a ser registrado – segurança, poluição, burocracia, etc, como veremos nessa série, faz parte do cotidiano de um fotógrafo. Vocês acreditam que os fiscais que fazem a ronda na Floresta da Tijuca tentaram me impedir de fazer essas fotos? Segundo eles, eu teria primeiro que obter autorização do Ibama (provavelmente em 5 vias carimbadas), crachá de uma agência fotográfica e credenciais de fotógrafo profissional. E ainda perguntaram se a galinha dangola que aparece na foto ao lado era minha. Depois de uns 10 minutos me enchendo a paciência, eles tiveram um lampejo de bom senso (ou perceberam que não iria rolar propina) e resolveram deixar que eu fizesse as fotos.

Saibam mais no meu site de panorâmicas

 

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Passeios virtuais – você ainda vai ter um.

dezembro 9th, 2010
O  Tour Virtual, ou visita, ou passeio virtual, é uma simulação digital de um local. O usuário vê a cena fotografada como se estivesse dentro dela, e usa o mouse para guiar a visão para qualquer canto. A roda do mouse serve para aproximar (e ver detalhes) ou afastar a visão (e ter noção geral do ambiente).
O tour virtual tradicional é composto pela interligação de 2 ou mais ambientes. Portas, janelas ou outros marcadores são usados como links para os outros ambientes. Desta forma, o usuário passa de um ambiente para outro e olha ao redor, experimentando uma “imersão” que é o mais próximo da realidade que uma tela de um computador consegue chegar.

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Web Designer x Filho do Vizinho. Quem faz o melhor site?

novembro 12th, 2010
Hello Kitty

Obrigado ao site http://xuxxu.blogspot.com. O que essa imagem está fazendo aqui? Continue lendo.

Essa questão é polêmica e não pretendo, aqui, chegar a uma resposta conclusiva à pergunta enunciada. Mas achei pertinente escrever alguns tópicos sobre o assunto que vão ilustrar bem o tormento que é saber escolher o prestador de serviços mais adequado para montar o seu site. Leia Mais »

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Panoramas das Torcidas

novembro 1st, 2010

Meu lema é: sempre tentar unir o útil ao agradável. Especialmente na vida profissional, procuro atividades que sejam ao mesmo tempo prazeirosas e rentáveis. Leia Mais »

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  • Eduardo Frick

    Atualmente em versão 4.6, Eduardo é Webmaster, webdesigner, web-consultor, web-coordenador de projetos. Tem longa experiência em produção gráfica e é fluente em diversas mídias.

    É carioca da gema, mas mora em Mogi das Cruzes, São Paulo. De seu escritório/estúdio, projeta e cria websites, coordena equipes de desenvolvimento e de conteúdo, recruta e supervisiona o trabalho de analistas, programadores, fotógrafos, ilustradores, animadores, redatores e demais especialistas que garantem serviços de qualidade aos seus clientes espalhados por todo o Brasil.

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