Tópico: ‘problemas’

CEBDS – Sustentabilidade na Web

março 21st, 2012
hp antiga

a antiga Home Page

O site do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), precisava de uma boa reforma. Os problemas eram vários, a começar pela home page. A imagem ao lado foi capturada dias antes da inauguração do novo layout. Reparem como ela é comprida e assimétrica. A coluna da direita era tomada de anúncios e é um dos bons exemplos de banner blindness que eu conheço.

DCPress foi contratada para analisar e diagnosticar o website antigo, rever as rotinas de trabalho da equipe do departamento de comunicação do CEBDS, e projetar e desenvolver um website www.cebds.org.br novo em folha.

O conteúdo do website antigo foi revisto página a página e sua arquitetura foi reorganizada. O novo layout da home page deverá oferecer um visual contemporâneo sem deixar de focar na boa apresentação das notícias, do material institucional e das publicações do CEBDS.

O código HTML era um emaranhado de tabelas e tags antiquados, característico daquela época em que os conceitos de usabilidade ainda engatinhavam e o CSS Zen Garden ainda era novidade. O sistema administrativo cuidava apenas da publicação das notícias no topo da home page, todo o restante tinha que ser atualizado diretamente no código por um programador. A plataforma ASP.NET em um servidor dedicado cujo contrato serviço de manutenção expirou e um provedor sem suporte técnico completavam o quadro apocalíptico característico daqueles projetos em que é melhor recomeçar do zero do que tentar consertar o que há de errado.

Cristina @fimdejogo Dissat, antiga parceira em inúmeros outros trabalhos bem sucedidos, me chamou para coordenar toda a parte técnica do trabalho e manter consultoria constante para os editores de conteúdo. Foi uma honra e um desafio, ao mesmo tempo. Para começar a produzir um website eu sempre gosto de entender um pouco do assunto. Sustentabilidade não é exatamente um conceito novo para mim, mas o termo desenvolvimento sustentável, dentro do contexto em que as grandes empresas trabalham, é um universo ainda a ser explorado.

rascunhos da home page

rascunhos da home page

Criamos um novo domínio “cebds.dcpress.com.br” para hospedar o novo site enquanto o original continuaria online. O perfil do cliente e as especificações do projeto sugerem a utilização de uma plataforma de programação bastante robusta e ágil, pronta para atender a uma demanda constante de novos serviços e melhorias. A dupla Python/Django se encaixa perfeitamente bem nessa função. O CMS que Andrews Medina e eu desenvolvemos já foi testado em várias aplicações diferentes e se mostrou bastante versátil. O VPS  do Dreamhost, apesar deste provedor  nunca ter sido referência na hospedagem de sites Python/Django, até então estava prestando um serviço satisfatório, quando não excelente.

Instalamos o software básico e uma versão genérica do CMS para que a DCPress pudesse tratar da revisão, rearrumação e transferência do conteúdo do site antigo. Enquanto a equipe de conteúdo trabalhava, eu e minha trupe faríamos um novo projeto gráfico e a programação das templates utilizando o que há de mais novo em HTML, CSS e javascript para tornar as páginas rápidas, atraentes e, acima de tudo, perfeitamente legíveis em qualquer tipo de navegador.

O acúmulo de trabalho em diversos projetos simultâneos e a estranha sensação de estar cansado do meu próprio estilo me levaram a chamar três novos integrantes para a equipe. Decidi não mais fazer sozinho o projeto gráfico, o layout e a programação das templates. O layout, grafismos, estudos de cores e tipologias ficariam a cargo do meu amigo e multi-artista Fabio Darci. Entre outros inúmeros talentos, o carioca Fabio domina como poucos a arte de projetar páginas bonitas e funcionais.

A HP atual

Novas tecnologias estão aparecendo a todo momento para acelerar e incrementar a qualidade do Web Design: CSS frameworksGrids, novas aplicações para o Ajax e também novas e criativas maneiras de utilizar os tags do framework Django que simplificam a comunicação com o banco de dados. Para me ajudar a manter meus sites por dentro das mais recentes inovações, incorporei mais uma fera ao time de desenvolvedores: a matogrossense Mayza de Oliveira passou a cuidar dessa parte espinhosa – de transformar os delírios inventados no Photoshop em um código dentro dos rígidos padrões impostos.

Andrews me apresentou mais um desenvolvedor experiente em Django, o capixaba de criação Francisco Souza, que entrou para a equipe para ajudar na instalação do servidor no Linode e para trabalhar em paralelo com o Andrews na produção e customização dos aplicativos do CMS.

Uma equipe como essa exige a utilização de uma ferramenta de trabalho em grupo, um sistema de controle de versões para evitar a todo custo as temíveis “cabeçadas”, em que dois ou mais integrantes fazem a mesma coisa e um sobrescreve o trabalho do outro, ou o ainda mais terrível “deixa que eu deixo” onde todos pensam que alguém vai resolver o problema e ninguém resolve. Optamos por usar o Bitbucket – um serviço de hospedagem de projetos controlados através do Mercurial,  gratuito para pequenas equipes. Apesar do desconforto inicial de ter que aprender e adotar todo um procedimento (Pull -> Update -> Edit -> Save -> Commit -> Push -> Deploy) e de abandonar o bom e velho FTP para atualizar os arquivos diretamente no servidor do site, a solução do Bitbucket tem se mostrado realmente eficiente.

Nesse meio tempo, tivemos que trocar todos os nossos sites feitos em Python para outro provedor, por conta de vários problemas técnicos que começaram a pipocar e não foram solucionados pelo suporte do Dreamhost. Seguindo a recomendação de gente que entende do assunto, contratei um novo VPS no provedor Linode.com. Como num passe de mágica, todos os bugs esquisitos que geravam erros no servidor sumiram e o CMS voltou a funcionar perfeitamente. Além disso, o acesso aos sites ficou bem mais rápido.

Enfim, o novo site foi lançado na véspera do Carnaval 2012 e a resposta do público foi muito boa. Ainda é cedo para tirarmos conclusões a partir das métricas, mas, nessas primeiras semanas, simplesmente duplicamos a visitação média do site.

 

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Yamnuska.com – da água para o vinho

maio 28th, 2011
novo site do Yamnuska Mountain Adventures

novo site do Yamnuska Mountain Adventures

Conheci muita gente legal enquanto trabalhava na ‘Mergulhar Serviços Editoriais’ – empresa que fazia os fotolitos de várias editoras de renome. Trabalhei lá durante quase 10 anos, antes de decidir abrir a minha própria empresa, largar o mundo das artes gráficas e virar “webdesigner”.

Uma das minhas companheiras de trabalho na Mergulhar, a Helena Artmann (@helenaartmann), era especialmente simpática, não só por causa de seu sorriso cativante, mas por ser uma experiente alpinista, cheia de histórias interessantíssimas e projetos de viagens que me encantavam. Lembro que, na época, ela trabalhava duro para juntar dinheiro suficiente para subir as mais altas montanhas do mundo.

Eu vivia enfurnado dentro do estúdio – sala lotada de computadores, impressoras, scanners – ralando ao lado dos outros operadores que sabiam muito de computação gráfica mas que não compartilhavam dos mesmos gostos que eu tinha, e tenho ainda hoje – Trilhas, escaladas, acampamentos, vida ao ar livre em geral. Helena fazia contatos comerciais, captava clientes e raramente aparecia no estúdio. Mas, quando aparecia, eu parava tudo o que estava fazendo para conseguir alguns minutos de prosa com ela.

Eis que, sei-lá-quantos anos depois, Helena surge novamente, virtualmente falando, no Facebook. Morando no Canadá, numa cidadezinha no sopé das Rocky Mountains e… trabalhando como produtora de websites! Parcerias à vista!

Ela me chamou para ajudá-la na reconstrução do website da Yamnuska Montain Adventures – o nome já diz tudo: uma empresa de turismo especializada em alpinismo, trekking e acampamento nas montanhas rochosas canadenses.

O antigo site yamnuska.com tinha um excelente conteúdo, afinal eles são uma das melhores empresas do ramo, porém o site em si era muito ruim, em vários aspectos. Projeto gráfico pobre, leitura difícil, arquitetura caótica e, principalmente, um esquema de trabalho tão confuso que, mesmo depois de uma dúzia de e-mails e conversas pelo Gtalk, eu não consegui entender por completo. Minha primeira sugestão, imediatamente aprovada pela Helena, foi: Joga tudo fora, exceto o conteúdo. Faremos um novo site, com novo layout, usaremos uma plataforma de programação que permita ao site crescer de forma ordenada e que facilite o trabalho de atualização.

Helena optou pela utilização do Expression Engine, uma excelente plataforma de publicação pouco conhecida aqui no Brasil, mas que ela já tinha usado em outros projetos bem sucedidos.

Resolvemos também trocar de provedor de hospedagem, que era caro e não oferecia nem metade das funcionalidades, suporte e outras regalias oferecidas por um bom provedor. Escolhemos o Media Temple, o melhor provedor que eu conheço. Faríamos a migração do site antigo para o novo provedor, construiríamos o novo site em um domínio provisório e, quando estivesse tudo pronto, seria só trocar o velho pelo novo.

Fizemos a divisão das tarefas – eu faço a migração e Helena faz a troca dos DNS nos registros dos domínios. Tudo muito simples, em tese. Mas…  no dia em que havíamos combinado, houve um atraso, de minha parte, na migração do banco de dados e, quando a Helena fez a troca dos DNS, o site ainda não estava pronto para funcionar no novo provedor. Preocupada em não deixar o site do cliente fora do ar, Helena desfez a troca dos DNS, acreditando que o site voltaria a funcionar em questão de minutos. Não voltou. Para nosso desespero, esse troca-e-destroca fez a propagação dos DNS demorar muito mais do que esperávamos. Para piorar a situação, o site voltou no mundo inteiro MENOS no Canadá. Helena e o cliente só conseguiram ver o site restabelecido 2 dias depois.

Este incidente abalou demais a confiança do cliente em nosso trabalho. Tivemos, Helena principalmente, que suar sangue para recuperar a confiança dos Yamnuskas e apresentar o novo projeto livre de problemas e no prazo combinado.

Logo após de ter terminado a fase de layout, tive que parar todas as minhas atividades profissionais para mudar de cidade, de Caçapava para Mogi das Cruzes. Seria impossível, para mim, continuar trabalhando no site Yamnuska e resolver as mil complicações de escolher uma casa nova, tratar da mudança da família, desmontar e remontar meu home-office. Para minha felicidade, Helena teve competência suficiente para tocar o projeto sozinha, auxiliada por um programador que ela mesma contratou, e fez um excelente trabalho.

No início desta semana, soube, via Facebook, que o novo site yamnuska.com está pronto, funcionando a pleno vapor e, o melhor de tudo, o cliente está satisfeito. Mesmo sem ter participado de todo o projeto, vejo esse site com muito orgulho, e registro aqui os meus parabéns à Helena pela sua dedicação, empenho e perseverança.

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Quem quer vender viagra?

setembro 17th, 2010
'Viagra for sale'

'Viagra for sale'

Os números são alarmantes. Mais: estarrecedores. Veja por sí – acesse o Google e procure por

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e você terá , em menos de 1 segundo, mais de 82.500 sites brasileiros infectados pelos Pharma Hacks. Esse novo modelo de picaretagem é, devo dizer, o mais bem bolado que eu já vi. Leia Mais »

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O site que eu quero te vender é o site que você quer comprar?

fevereiro 4th, 2010

O site que eu quero te vender deveria ser o site que você gostaria de ter. Se houvesse tempo para termos longas conversas, disponibilidade para aprender novas concepções de marketing, ferramentas de produção de mídia, ações em redes sociais e, principalmente, intenção em informar além de vender produtos e serviços. Leia Mais »

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A raposa está voltando

dezembro 21st, 2009

Pesquisa recente no site da W3Schools mostrou uma estatística interessante e promissora. Deu vontade de comemorar com uma pizza. Os números mostram que 47% dos  internautas que visitam o w3schools  usam Mozilla Firefox. A soma das percentagens dos usuários de IE8, IE7 e IE6 não chega a 37%.

Pena que esses números aparecem apenas nos relatórios de websites destinados a profissionais de web. Em sites comuns, a prevalência do IE é incontestável, passa fácil dos 80%. O IE 6, que desde 1991 inferniza a minha vida e é o que eu considero o pior navegador do mundo, em várias ocasiões aparece nos relatórios do Analytics como o segundo mais utilizado, atrás apenas do IE8. Mesmo no relatório do W3Schools o IE6 ainda é usado por 10% dos usuários. Essa inércia em atualizar o software, acredito eu, é culpa da pirataria desenfreada que inundou os computadores de cópias ilegais do Windows XP e dos altíssimos custos dos softwares originais.

Esta supremacia do Internet Explorer foi conquistada com política e marketing, e não por mérito. A falta de competência e/ou de interesse dos programadores da Microsoft em seguir os webstandards é notória. A versão 6 do navegador, incluída no Windows XP, é tão divergente dos padrões do W3C, que obriga o bom webdesigner a estudar os “CSS Hacks” para poder criar uma série de estilos aplicáveis unicamente ao IE6 e assim fugir das idiossincrasias do software sem comprometer a performance das páginas em outros navegadores.

A cada nova versão do IE recebemos notícias de que ele está mais próximo dos webstandards. De fato, muita coisa melhorou no IE7 e depois no IE8. Mesmo assim, não é difícil arrancar um bug ou desenhar um layout que funciona em todos os navegadores (Chrome, Safari, Opera, Firefox, Iphone…) mas encrenca no navegador de Bill Gates.

Mas a tendência refletida nos números do site W3Schools é de que o Mozilla retorne ao pódio, de onde nunca deveria ter saído, mas que infelizmente aconteceu quando a Microsoft resolveu nos empurrar o Internet Explorer goela abaixo. Os outros navegadores estão também ganhando mais adeptos, dia a dia.

Eu, aqui, só abro o IErgh para testar os meus sites.  Uso o IE tester para avaliar o funcionamento em diversas versões ao mesmo tempo, e as ferramentas para webmasters fornecida no IE8, que frequentemente explode na nossa cara e fecha o programa. É a Microsoft mantendo o seu padrão de qualidade habitual.

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Com que roupa eu vou?

agosto 11th, 2009
terno com shortinho? cruzes!

terno com shortinho? cruzes!

Copiei o título do famoso samba porque é a música que sempre me vem à cabeça quando os clientes me perguntam “que sistema vamos usar no nosso uebesaite?”. Leia Mais »

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Quem tem medo de internet?

março 11th, 2009

Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau
Quem tem medo do lobo mau, trá-lalála-lá-lá!

Essa música dos três porquinhos zombando do lobo, no disquinho colorido da minha infância, não me sai da memória. Sempre que eu vejo alguém com medo de alguma coisa boba como o mané lobo mau que termina com o rabo queimado, o tralalá me volta à cabeça.

Eu conheço gente que tem medo de internet. Pior. Tenho CLIENTES que têm medo de internet. Isso não seria nada demais se eu não fosse um webmaster. Minha falecida e querida tia Thê tinha medo da internet, mas ela nunca jamais pensou em ter um site para se promover.

Vamos ao “case”. Um cliente (sem nomes para evitar constrangimentos) que há vários anos mantém um site comigo, esporadicamente, quando a secretária insiste muito, me envia algum material para atualizar o site.

primeiro ponto estranho: a secretária precisa empurrar o patrão para atualizar o site?

Na maioria das vezes o serviço consta em atualizar o texto de uma página e replicar galerias feitas com um javascript plugin do dreamweaver, aplicando novas fotos. Esse site foi feito há vários anos, numa época em que as redes sociais ainda engatinhavam. Flickr ainda nem existia. Esse trabalho de atualizar fotos na galeria em javascript é enfadonho e complicado, impossível de ser delegado a um não-nerd.

Gastei a ponta dos dedos de tanto escrever para esse cliente, explicando que, por um custo próximo ao orçamento para atualizar as fotos, eu faria um site inteiro novo para ele, usando plataforma (wordpress) muito mais moderna e vantajosa, e que a partir daí ele mesmo poderia alimentar o site a cada novo trabalho, e assim o Google indexaria melhor o site e ele teria um retorno maior, enfim, o site deixaria de ser a tela de fundo dos monitores da empresa dele para ganhar o mundo e agir como um site comercial deve: captando clientes.

Proposta irrecusável, não acham?

segundo ponto estranho: a proposta foi recusada: o cliente não encara o site como um investimento que deva dar retorno. Muita gente boa considera investimentos em publicidade como “despesa”. Não concordo mas, fazer o que, aceito.

Recentemente chegou outra solicitação de inserção de fotos em galerias do site. Faz parte do meu trabalho, às vezes, contestar as solicitações dos clientes e sugerir alternativas que a minha experiência e/ou meu conhecimento técnico dizem ser melhores opções. Nesse caso específico, recomendei abrir uma conta no Flickr e lá postar as fotos, dividindo-as em coleções assim como é feito dentro da galeria interna do site dele. Desta forma as fotos teriam uma visibilidade muito maior e a marca dela iria se popularizar proporcionalmente.

terceiro ponto estranho: novamente a proposta foi vetada: “não precisamos de mais visibilidade. Faça seu orçamento para publicar as fotos dentro do nosso site, como sempre fizemos”

Meu orçamento foi X para publicar as fotos no site ou X/2 para publicar as fotos no Flickr.

Não obtive mais resposta. Acho que o cliente desistiu de publicar qualquer foto. Com essa mentalidade, estranho até o fato dele insistir em manter um site e gastar dinheiro com hospedagem.

Esse é um caso extremo. De uma pessoa que, provavelmente, se achou obrigada a ter um site porque “todos os outros têm”, mas por razões diversas e inexplicáveis, prefere não usufruir das vantagens de ter um site.

Mas existem casos mais leves onde o cliente resolve investir em um site, animado com a promoção que a sua empresa terá, mas  nem sabe que existem os métodos de medição da eficiência do site – as famosas métricas, que não só nos dizem se a visitação vai bem ou mal, mas também indicam quais as preferências dos leitores, suas características geográficas, técnicas e toda uma gama de informações que podem guiar futuras alterações no site para torná-lo mais eficiente.

quarto e último ponto estranho: São raríssimos os donos de sites que se preocupam com retorno de seus investimentos, o que os entendidos chamam de ROI.

Existem, na verdade, outros que pensam de forma absolutamente (ou perversamente)  inversa. Mas isso é assunto pra outro artigo. Já falei demais por hoje.

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a triste história de um website que saiu do ar antes de ser inaugurado

dezembro 21st, 2008

Sites são inaugurados,  acontecem festas de lançamento, etc. certo? Errado. Alguns saem antes mesmo de entrarem online.

Quando a história tem final feliz, a gente cita os clientes, colaboradores, técnicas e soluções. Quando a história, como esta é, triste, vou omitir tudo isso.

A tragédia começa num telefonema, numa nova relação comercial entre eu e uma grande empresa de comunicação brasileira, cheia de clientes grandes e promissores. Rolam de imediato umas 6 ou 7 propostas de bom porte. Uma delas vinga, vamos ao trabalho.

Cronograma Teórico

  • Briefing,
  • arquitetura de informação,
  • wireframing,
  • layout,
  • programação do CMS,
  • desenvolvimento do website,
  • testes de usabilidade,
  • treinamento,
  • inauguração.

Este era o cronograma definido para acontecer nos próximos 30 a 40 dias. Cronograma perfeito, produzido em Powerpoint, chiquérrimo.

Cronograma Prático

  • Não participei do briefing. A empresa de comunicação que tinha a “conta” do cliente se esforçou ao máximo para manter-me longe e inacessível. Talvez o cliente nem saiba que eu exista.
  • Wireframing – foi feito um e entregue dentro do prazo, o que me deixou animado, a princípio. No dia seguinte fui informado que o web designer não foi consultado e descartou o wireframe. Para manter o prazo, não haveria mais wireframes, veríamos o projeto gráfico pronto. OK… sinal amarelo piscando.
  • Layout – chegou em forma de arquivos de Photoshop, uma “coisa” que o webdesigner (que, entre parênteses, entregou o trabalho e saiu de férias) precisou gastar um tempão comigo no telefone explicando como eu deveria ligar e desligar as camadas para entender o projeto gráfico. Depois eu soube que ele havia feito o design sem ter noção da arquitetura da informação. Mais depois ainda eu soube que ele nem sabia o que era arquitetura de informação. Sinal Vermelho!
  • Arquitetura – a mais básica das bases da elaboração de um website, mas que só chegou em minhas mãos na VÉSPERA da apresentação do CMS agregado ao layout. Por incrível que pareça, todo o site foi desenvolvido sem sabermos o que entrava aonde. E chegou em forma de um rabisco escaneado, rasurado, cheio de emendas e asteriscos.
  • Programação do CMS – contratei profissionais de alto gabarito para produzir as páginas em HTML seguindo webstandards e um CMS de última geração. O programador HTML fez cópias idênticas às projetadas no Photoshop, criadas pelo webdesigner, que não tinha noção da arquitetura, por isso, as páginas ficaram com erros conceituais sérios. O título da página, por exemplo, se repetia em 3 lugares. Foram tantos problemas no meio da produção e tanto retrabalho que o custo desses profissionais acabou ultrapassando, e muito, o que o cliente me pagaria. Eu mesmo tive que colocar a mão na massa em muitas e longas horas para tentar satisfazer as milimétricas exigências dos clientes.
  • Testes – falharam, em sua maioria. Um CMS feito às cegas e um website nascido torto desse jeito só poderia dar problema na hora de testar. Bugs diferentes aparecendo nos navegadores, necessidade de criação de templates imprevistos, novas regras no meio do jogo… o inferno se instalou. E ainda houve uma rasteira que o Google me deu, que me derrubou  feio. Essa eu contarei em um post separado.
  • Inauguração – O prazo estourou, claro, assim como o orçamento e a minha paciência.

Sem poder falar com o cliente final, eu dependia do contato da equipe da empresa que me contratou. Em muitas ocasiões suas atitudes me lembraram o famoso e imperdível filme ‘o incrível exército de Brancaleone‘. Infelizmente eles atrapalharam muito mais do que colaboraram.  Inacreditável como uma empresa tão grande, com funcionários com nomes de cargos pomposos, conseguiram guiar tão mal uma produção de um site.

No dia do lançamento, enfim, em vez de inaugurar, pediram para desligar por tempo indeterminado.  Talvez seja melhor assim mesmo. Nem tudo na vida tem final feliz.

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Videos não funcionam em sites feitos em Django no Dreamhost

agosto 6th, 2008

Estou tendo problemas sérios com o provedor Dreamhost, que hospeda este e vários outros sites de minha autoria. Videos FLV publicados nos sites com plataforma Django simplesmente não funcionam. Vejam o exemplo abaixo: o primeiro vídeo está alocado em meu site (plataforma PHP) e o de baixo, no site do Dr. Minicucci (plataforma Django). O primeiro toca integralmente; o segundo, enguiça nos primeiros segundos.

Outro teste, agora chamando o FLV que está dentro do site do Dr. Walter Minicucci

Os arquivos são idênticos, o media player é o mesmo, o provedor é o mesmo. Apenas os usuários (edufrick e minicucci) são diferentes, porém ambos estão hospedados no mesmo servidor (chai).

E agora o que eu faço????

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Maquiagem rápida

novembro 5th, 2007

Um dos problemas crônicos do site da SBEM é a sua área de educação continuada, ou EMC. Aliás, esse tema e suas dificuldades relacionadas poderia ser tema de um post futuro.

EMC SBEMO caso da SBEM é extremo: um labirinto de páginas, algumas de acesso restrito, outras não; páginas de conteúdo duplicado, links sem sentido, páginas órfãs… enfim, como diria uma antiga e querida ex-colega de trabalho, uma completa barafunda. Por essa e outras razões, estamos preparando um projeto para remodelar arquitetura, programação e sistemas do site da SBEM de uma só vez. Não deixar pedra sobre pedra.

Mas enquanto isso não acontece, fiz algumas modificações rápidas no visual, as correções necessárias nos links para tornar a navegação coerente e apliquei uma tabela de botões com os ícones de todas as seções da EMC, que servirá como identidade visual desta área.

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  • Eduardo Frick

    Atualmente em versão 4.6, Eduardo é Webmaster, webdesigner, web-consultor, web-coordenador de projetos. Tem longa experiência em produção gráfica e é fluente em diversas mídias.

    É carioca da gema, mas mora em Mogi das Cruzes, São Paulo. De seu escritório/estúdio, projeta e cria websites, coordena equipes de desenvolvimento e de conteúdo, recruta e supervisiona o trabalho de analistas, programadores, fotógrafos, ilustradores, animadores, redatores e demais especialistas que garantem serviços de qualidade aos seus clientes espalhados por todo o Brasil.

  • Todos os artigos, por Mês.

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