Tópico: ‘2008’

a triste história de um website que saiu do ar antes de ser inaugurado

dezembro 21st, 2008

Sites são inaugurados,  acontecem festas de lançamento, etc. certo? Errado. Alguns saem antes mesmo de entrarem online.

Quando a história tem final feliz, a gente cita os clientes, colaboradores, técnicas e soluções. Quando a história, como esta é, triste, vou omitir tudo isso.

A tragédia começa num telefonema, numa nova relação comercial entre eu e uma grande empresa de comunicação brasileira, cheia de clientes grandes e promissores. Rolam de imediato umas 6 ou 7 propostas de bom porte. Uma delas vinga, vamos ao trabalho.

Cronograma Teórico

  • Briefing,
  • arquitetura de informação,
  • wireframing,
  • layout,
  • programação do CMS,
  • desenvolvimento do website,
  • testes de usabilidade,
  • treinamento,
  • inauguração.

Este era o cronograma definido para acontecer nos próximos 30 a 40 dias. Cronograma perfeito, produzido em Powerpoint, chiquérrimo.

Cronograma Prático

  • Não participei do briefing. A empresa de comunicação que tinha a “conta” do cliente se esforçou ao máximo para manter-me longe e inacessível. Talvez o cliente nem saiba que eu exista.
  • Wireframing – foi feito um e entregue dentro do prazo, o que me deixou animado, a princípio. No dia seguinte fui informado que o web designer não foi consultado e descartou o wireframe. Para manter o prazo, não haveria mais wireframes, veríamos o projeto gráfico pronto. OK… sinal amarelo piscando.
  • Layout – chegou em forma de arquivos de Photoshop, uma “coisa” que o webdesigner (que, entre parênteses, entregou o trabalho e saiu de férias) precisou gastar um tempão comigo no telefone explicando como eu deveria ligar e desligar as camadas para entender o projeto gráfico. Depois eu soube que ele havia feito o design sem ter noção da arquitetura da informação. Mais depois ainda eu soube que ele nem sabia o que era arquitetura de informação. Sinal Vermelho!
  • Arquitetura – a mais básica das bases da elaboração de um website, mas que só chegou em minhas mãos na VÉSPERA da apresentação do CMS agregado ao layout. Por incrível que pareça, todo o site foi desenvolvido sem sabermos o que entrava aonde. E chegou em forma de um rabisco escaneado, rasurado, cheio de emendas e asteriscos.
  • Programação do CMS – contratei profissionais de alto gabarito para produzir as páginas em HTML seguindo webstandards e um CMS de última geração. O programador HTML fez cópias idênticas às projetadas no Photoshop, criadas pelo webdesigner, que não tinha noção da arquitetura, por isso, as páginas ficaram com erros conceituais sérios. O título da página, por exemplo, se repetia em 3 lugares. Foram tantos problemas no meio da produção e tanto retrabalho que o custo desses profissionais acabou ultrapassando, e muito, o que o cliente me pagaria. Eu mesmo tive que colocar a mão na massa em muitas e longas horas para tentar satisfazer as milimétricas exigências dos clientes.
  • Testes – falharam, em sua maioria. Um CMS feito às cegas e um website nascido torto desse jeito só poderia dar problema na hora de testar. Bugs diferentes aparecendo nos navegadores, necessidade de criação de templates imprevistos, novas regras no meio do jogo… o inferno se instalou. E ainda houve uma rasteira que o Google me deu, que me derrubou  feio. Essa eu contarei em um post separado.
  • Inauguração – O prazo estourou, claro, assim como o orçamento e a minha paciência.

Sem poder falar com o cliente final, eu dependia do contato da equipe da empresa que me contratou. Em muitas ocasiões suas atitudes me lembraram o famoso e imperdível filme ‘o incrível exército de Brancaleone‘. Infelizmente eles atrapalharam muito mais do que colaboraram.  Inacreditável como uma empresa tão grande, com funcionários com nomes de cargos pomposos, conseguiram guiar tão mal uma produção de um site.

No dia do lançamento, enfim, em vez de inaugurar, pediram para desligar por tempo indeterminado.  Talvez seja melhor assim mesmo. Nem tudo na vida tem final feliz.

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E não é que ele voltou?

novembro 21st, 2008
Fim de Jogo volta ao Google

Fim de Jogo volta ao Google

Eu já estava dando o caso como perdido. Já havia aconselhado minha amiga a mudar de nome. Mas não é que, depois de 6 meses, o Google resolveu fazer as pazes com o Fim de Jogo.  Digitando-se fim de jogo no campo de busca, o site voltou a ser o primeiro da lista de respostas, coisa que não acontecia desde que sofremos uma série aparentemente interminável de invasões. Meu blog acompanhou todo o percurso desde o primeiro incidente.  O Google nunca deixou de indexar o FDJ, mas não permitia que o site aparecesse em suas respostas. Fomos banidos em junho. Durou até hoje. De lá pra cá foram várias remoções de código intruso, 2 solicitações de reconsideração enviadas e milhares de pesquisas avançadas procurando por “viagra” no cache do google.

Aprendemos bastante com as chibatadas que levamos, mas, apesar do FDJ voltar à sua cotação original, não chegamos à solução do caso. Continuam sem resposta:

Por que o fim de jogo? Por que centenas de milhares de blogs em wordpress também não são vítimas? Ou todos são?

Como é que os invasores entram com tanta facilidade no banco de dados, nos arquivos do site, e até nos anúncios do adsense? Onde estão as frestas por onde eles entram? No provedor? No WordPress? Na minha conta do Dreamhost?

Se o google é tão inteligente para perceber que um determinado site está utilizando técnicas de black SEO (consciente ou inconscientemente, como foi o caso do FDJ enquanto esteve com os códigos intrusos), por que os robôs simplesmente não ignoram o conteúdo do spam?

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SBD em tempos de web 2.0

novembro 12th, 2008

O dia mundial do diabetes está chegando e nosso hot site está bombando. Abrimos, hoje, um canal para que o público envie para o site fotos e vídeos documentando ações em prol do evento, e também criamos uma galeria de fotos (usando o jscript “lightbox” que usamos no ebook e nos sites django) com os prédios, lugares e monumentos que serão iluminados de azul no dia 14/11.

É a uma investida forte da SBD no conceito de conteúdo participativo. Estamos usando álbuns do Flickr e do Youtube para guardar o material recebido dos internautas. Assim a SBD abre seu conteúdo e busca mais visibilidade para o seus websites.

Vejam abaixo o gráfico de visitas do hotsite do dia mundial

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Fim de Jogo – Banido para sempre do Google?

novembro 12th, 2008

Estamos jogando a toalha e chegando a conclusão de que, infelizmente, o WordPress não pode mais ser utilizado como CMS de um site cuja visitação seja acima de um determinado patamar. O site, seja lá qual for, a partir do momento que faz um relativo sucesso, entra na mira de pessoas, máquinas e softwares dedicados a invadir o código do WordPress – e existem inúmeras frestas abertas por onde eles podem passar.
Nessa briga contra os hackers no WordPress do site fimdejogo.com.br, vimos acontecer invasões no código das templates, nos comentários, no conteúdo dos posts e até, pasmem, dentro dos anúncios do Google Adsense.

O Google, com seus eficientes robôs, não perdoa. Encontrou spam, ele corta o site. O Fim de jogo não aparece no google nem mesmo quando eu procuro por “Fim de Jogo” assim, com aspas. Nem mesmo procurando por fimdejogo.com.br. Na minha opinião, sincera porém triste, fimdejogo.com.br é um nome maldito que nunca mais recuperará seu prestígio. o Google é uma caixa preta que ninguém sabe como funciona. Como é um serviço “gratuito” ninguém ousa reclamar ou duvidar da sua eficiência. Mas o fato é que ele parece ter um “blacklist de sites muito frequentemente invadidos” que, nem que eu envie 10 formulários de pedidos de reconsideração para o fim de jogo, este site nunca mais voltará a ser listado.

E palmas para a Cris Dissat que, mesmo com o Google atrapalhando BASTANTE, está conseguindo aumentar a visitação do blog dela. Ela apela pro Twitter, links em diversos outros sites, boca-a-boca e sinais de fumaça.

O que fazemos? trocamos de nome? Não sei, isso está sendo cogitado. Mas, certamente, WordPress – NUNCA MAIS. A não ser que seus desenvolvedores comecem a cuidar mais da segurança de seu sistema.

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SBEM 2008 inaugurado em plena reunião

novembro 9th, 2008

Bastou um <meta http-equiv=”Refresh” …> , incluído no arquivo index.php enquanto eu estava no púlpito da sala da reunião do Conselho de Comunicação Social da SBEM, depois de uma breve exposição do layout, e o site da SBEM pulou para a nova home page em crescimento.org.br.

A jogada, simplíssima para nós, webmasters, causou efeito na platéia que, ao final da apresentação, soltou palmas entusiasmadas. Em pleno ICE – Congresso Internacional de Endocrinologia, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia tem a audácia de trocar a sua Home Page, não só isso, adotar outro sistema de administração de conteúdo (CMS) produzido em Django pelo brother Andrews Medina, abandonando de vez o sistema em PHP.

A correria foi grande e só conseguimos aprontar o CMS horas antes da reunião. Mas… Nosso CMS é bastante robusto. O Django permite que, a partir de um projeto básico inicial, façamos personalizações de acordo com as necessidades do cliente em tempo recorde.

A equipe de jornalismo da Informed já havia feito uma pré-seleção das matérias que fariam parte da capa do site. Na hora da apresentação, ao vivo e a cores, nós rearrumamos as chamadas, publicamos algumas novas para o SBEM Reporter falando sobre o ICE e… pronto…  Home Page nova da SBEM está no ar.

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Novo Hot Site – Dia Mundial do Diabetes

setembro 27th, 2008
home page do dia mundial do diabetes

home page do dia mundial do diabetes

Nada como um site em html/php para desenferrujar os dedos… Fazer sites em Django estava muito monótono… O site do Dia Mundial do Diabetes foi relançado com uma home page mais bonita e terá muitas novidades até novembro.

HTML tableless de 3 clunas básico, uma home page com um slide show em flash igualmente básico, porém com fotos tão belas que dão um show.

Pedimos à IDF a versão em português do lindo banner da “vela virtual” e fomos prontamente atendidos, obrigado, mr. Lorenzo!

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Migrações e asneiras

setembro 23rd, 2008

Terminei a migração dos meus dois principais sites – diabetes.org.br e endocrino.org.br – para o Media Temple e para o Dreamhost, respectivamente.

A SBD contratou um dedicated virtual server do Media Temple, do qual ouvi falarem muito bem no último “Find” que eu assisti no Rio de Janeiro, confirmando que nossa escolha foi acertada. Realmente o servidor é rapidíssimo, totalmente configurável, suporta Python, enfim, tudo de bom.

A SBEM foi para a minha área de hospedagem do Dreamhost, que aparentemente segurou com a maior facilidade o incremento de demanda. A parte complicada ficou a cargo das secretarias da SBEM que tiveram que trocar as configurações de email. Todas elas sofreram nas mãos do Gmail.

Migração nunca é fácil. São frequentes as encrencas imprevistas e é impressionante a variedade. A migração das tabelas MySQL, que deveria ser operação simples, é um verdadeiro parto a fórceps. Depois aparecem os problemas relativos aos endereços absolutos (/var/www/vhosts/ ou coisa que o valha) que sempre ocorrem em lugares obscuros do código. Isso sem contar com aquelas coisas que simplesmente param e pronto, não há reza brava que façam funcionar. Foi o caso do sisteminha de enquete da SBD. Tive que colocar um totalmente novo, o Advanced Poll. Depois tive que arrumar outra solução para os formulários pois o FormMail não funcionou no Media Temple e o suporte não se mostrou muito interessado em resolver. Instalei então o Formtools, um excelente e gratuito sistema de gerenciamento de forms.

Voltando à SBD, tive problemas porque resolvi mudar a codificação das páginas e ISO para UTF. Foi a maior besteira que já fiz.  Bastou meu guru Andrews Medina virar as costas para ir para a Pycon que eu fiz a grande lambança… Todos os acentos se transformaram em códigos estranhos. Tive o trabalho de fazer e depois de desfazer. Ainda assim pipocam sinais exdrúxulos em uma ou outra página. 😉

Tchau, Locaweb. Vocês foram devagar demais e só implementaram Django depois que meus clientes decidiram mudar de provedor. E também fizeram um papelão com o servidor dedicado da SBD, que custava caríssimo e era uma tremenda carroça.

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Novo site da SBEM – vamos em frente

julho 3rd, 2008

Fui a Porto de Galinhas, paraiso praiano em Pernambuco, para mostrar o andamento da programação do novo site para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Tempo chuvoso, não deu nem pra chegar perto da praia.

Passei mais tempo viajando do que em Porto de Galinhas, mas tudo bem: o projeto foi aprovado sem ressalvas, elogiado e todos estão felizes – diretoria, jornalistas e eu.

Estamos usando como base o site do depto de tiroide da SBEM, com várias melhorias que o site da SBEM Nacional requer, por exemplo

  • Categorias – os posts serão classificados por categoria. Cada categoria tem um nome e uma cor associada. As chamadas na home page terão o título sublinhado com a respectiva cor .
  • Editorias – os posts também serão divididos em editorias, para que o sistema funcione de forma semelhante ao sistema atual. Teremos editorias para notícias nacionais, internacionais, etc. A classificação por tags, da forma que está sendo feita atualmente no site do depto de tireóide, é eficiente, porém não supre todas as necessidades de um site grande como o da SBEM.
  • Cadastro de sócios acoplado ao sistema – o Django é muito bom e versátil na hora de integrar sistemas.

Com os recursos de categorias, editorias e tags, nosso CMS terá todas as ferramentas necessárias para suprir as necessidades de qualquer site.

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… e o Blog da SBD também foi invadido

julho 1st, 2008

Virou bagunça. WordPress virou saco de pancada da molecada. Imagino hordas de adolescentes sem ter o que fazer em casa, cheios de energia para gastar, pensando “que sacanagem eu vou inventar agora? Ah, acho que vou programar um exploit pra acabar com os blogs de uns manés por aí.”

Estamos brigando, já a algum tempo, com constantes invasões nos posts do blog Fim de Jogo, da Cristina Dissat. Agora me deparei com outro tipo de invasão, desta vez nos arquivos PHP da template do Blog da SBD. 1002 linhas de código escondido com links para uma suposta loja de MP3.

Já fui criticado por não atualizar os blogs que administro para a última versão, a 2.5.1. Pois isso de nada adiantou neste caso. Para cada programador empenhado em corrigir falhas de segurança no WordPress, devem haver uns 30 hackers decididos a abrir novas brechas. Isso pode determinar a extinção do WordPress. Diante da possibilidade do Google não indexar suas páginas, agora eu pensarei 2 ou 3 vezes antes de indicar o WP como CMS de um website.

Boas dicas de como tentar se salvar de uma invasão estão no site da Info Online e também no blog Arrobazona – dicas do brou Aristeu Araújo, editor do Moviola.

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Por que o Fim de Jogo sumiu do Google – parte 2

junho 26th, 2008

Quem disse que a vida de webmaster é fácil?

Depois que descobrimos o que havia acontecido com o Fim de Jogo, fiz o que pude para acelerar a reindexação do site pelo Google. Enviei novo sitemap, preenchi um formulário do próprio Google com um pedido de reconsideração… nada adiantou.

Fiz um novo check-up no site. Percebi que, mesmo sem a invasão de links escondidos “buy viagra online”, a home page do Fim de Jogo continuava com muito mais do que os 100 links recomendados pelas diretrizes do Google. As listas das categorias e dos arquivos foram crescendo com o passar do tempo. A ferramenta fundamental para esse tipo de pesquisa é o “Web Developer” – um plugin para o Firefox que deveria fazer parte da vida de qualquer webesigner.

Nesse meio tempo, sofremos nova invasão dos links escondidos. Pelo visto o exploit invasor continua à solta por aí. Moral da história – teremos que fazer urgentemente o upgrade para a versão mais recente do WordPress, e ficar de olho na expansão natural do blog.

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  • Eduardo Frick

    Atualmente em versão 4.6, Eduardo é Webmaster, webdesigner, web-consultor, web-coordenador de projetos. Tem longa experiência em produção gráfica e é fluente em diversas mídias.

    É carioca da gema, mas mora em Mogi das Cruzes, São Paulo. De seu escritório/estúdio, projeta e cria websites, coordena equipes de desenvolvimento e de conteúdo, recruta e supervisiona o trabalho de analistas, programadores, fotógrafos, ilustradores, animadores, redatores e demais especialistas que garantem serviços de qualidade aos seus clientes espalhados por todo o Brasil.

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